Ensino médio, projetos de vida e trabalho

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Ensino médio, projetos de vida e trabalho

Como a competência trabalho e projetos de vida pode ser trabalhada nessa etapa escolar?
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Sexualidade e gênero, mercado de trabalho, atuação na sociedade, autoafirmação, papel na coletividade, identidade, projetos de vida… São tantas as demandas envolvidas na puberdade! Todas essas questões pulsam nos ambientes em que meninos e meninas, adolescentes e jovens circulam e atuam. Na escola, especialmente no ensino médio, elas se concentram e transbordam os limites, de forma muitas vezes conflituosa, convidando a reflexões e mudanças.  

Ao se falar de mudanças nas políticas do ensino médio, uma das questões atuais e mais recorrentes é a ampliação da carga horária escolar. Embora seja seu aspecto mais comentado, o Novo Ensino Médio não se resume a isso. Trata-se de uma política que propõe a flexibilização curricular em um tempo maior. Nesse contexto, as escolas de tempo integral se apresentam como uma das possibilidades.

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Mais tempo na escola
→ Carga ampliada: de acordo com a Lei nº 13.415/17, que instituiu o Novo Ensino Médio, as escolas que atendem a essa etapa devem ampliar, até 2022, o tempo mínimo do estudante de 800 para 1 mil horas anuais.

→ Ensino em tempo integral: de maneira progressiva, todas as escolas de ensino médio passarão para tempo integral, tendo seu horário ampliado para 1.400 horas/ano, o equivalente a sete horas diárias. A meta  6, objetivo 1, do Plano Nacional de Educação (PNE) é que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas da educação básica sejam de tempo integral.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o objetivo da Política Nacional do Ensino Médio, integrada pelo Programa de Fomento à Educação em Ensino Integral (EMTI), o Novo Ensino Médio (Lei nº 13.415/17) e a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC-EM/18), é garantir educação de qualidade a todos e aproximar as escolas à realidade e aos interesses dos estudantes.


Ensino médio integral e protagonismo juvenil

Para a educadora Lilian L’ Abbate Kelian, há duas tendências nessa política. Uma é a ampliação de tempos – que, por carência de recursos, não vai abarcar todas as escolas de ensino médio. Outra tendência, presente na BNCC do Ensino Médio e no Programa de Fomento à Educação em Tempo Integral, é o próprio conceito de educação integral

Lilian L’ Abbate Kelian
Foto: acervo CENPEC

A educação integral não é apenas mais tempo na escola, mas sim uma qualidade outra de escola. É uma oportunidade de se desenvolver um olhar sobre o desenvolvimento integral dos estudantes.

São os dois pilares da política do Novo Ensino Médio. Mesmo que não haja ampliação de tempo, trata-se de uma orientação conceitual da política: tanto de trabalhar de forma integral com os estudantes, como de flexibilização dos percursos.”

Lilian L’ Abbate Kelian

Segundo Kelian, que atualmente coordena a formação de profissionais no Consórcio Desenvolvimento Integral no Pará (CENPEC Educação/Banco Interamericano de Desenvolvimento/Secretaria de Educação do Estado do Pará), há entendimentos diversos sobre a participação dos estudantes na educação integral:

“Alguns entendem a flexibilização curricular como a oferta de possibilidades determinadas e o jovem escolhesse nesse cardápio. Em outra perspectiva, que corresponde à do CENPEC, é central uma visão democrática de educação, a participação dos atores da comunidade escolar e, no ensino médio, muito fortemente dos estudantes na construção da política voltada a essa etapa escolar”, afirma a educadora.

As políticas para o ensino médio devem considerar o papel das equipes gestoras das escolas e das redes de ensino, bem como o relacionamento democrático com jovens e demais interlocutores da sociedade.

Para tanto, é necessário que as políticas garantam a gestão democrática das redes de ensino, incluindo a participação de todos os agentes da educação e a submissão dos aspectos administrativos aos pedagógicos.”

FEUSP/ASHOKA/Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Por um ensino médio democrático, inclusivo, integral e transformador: construção coletiva de propostas para o Ensino Médio, 2019

Mas como a participação juvenil se apresenta em experiências com ensino médio integral nos estados? Para Kelian, há consenso de que a participação juvenil nas políticas e programas educativos é fundamental, mas com diferentes nuances. “Em alguns, esse protagonismo juvenil é pensado como uma participação muito efetiva na gestão da escola e até mesmo no planejamento curricular da escola, discutindo o que desejam estudar. Em outros, essa participação é limitada à escolha de percursos pré-determinados”, distingue.


Currículo flexível, itinerários e projetos de vida

O Novo Ensino Médio determina uma organização curricular mais flexível, que contemple conteúdos curriculares mínimos (estabelecidos na BNCC) e possibilidade de escolha aos estudantes. Essa escolha deverá ser garantida por meio dos itinerários formativos, tanto com foco nas áreas de conhecimento como no mundo do trabalho.

Encontro público em São Paulo: Cidade Tiradentes, 2016.  
Foto: Jovens Urbanos/CENPEC
Encontro público em São Paulo: Cidade Tiradentes, 2016.
Foto: Jovens Urbanos/CENPEC

Os itinerários se incluem entre as ideias que circulam há algum tempo no cenário educacional. Mesmo a expressão “projetos de vida” está presente na legislação educacional do final dos anos 90, lembra Kelian. Assim, o Novo Ensino Médio não representa, de fato, grande novidade em termos de proposição. “Talvez a novidade seja a forma como foi aprovado, sem grandes participações da sociedade civil e das comunidades escolares”, pondera.

Não se trata, portanto, de uma ideia inusitada, afirma Lilian Kelian. Desde a década de 1990, tem crescido o debate sobre a flexibilização no currículo do ensino médio, junto com a maior participação dos jovens, atividades e conteúdos eletivos, aproximação com os desafios do mercado de trabalho e do cotidiano dos jovens.  Muitas dessas propostas eram centrais no projeto Ensino Médio Inovador (MEC, 2009). 

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Flexibilização e carga horária
“O ensino em tempo integral do país tem carga horária mínima de 35 horas semanais — do ensino médio regular e não integral é de 20. O objetivo do programa é diminuir evasão escolar e repetência por meio de repasse de recursos para as Secretarias de Educação adequarem escolas ao tempo integral” (MEC, 2019).

→ No Novo Ensino Médio, o aumento da carga horária diz respeito apenas à parte integrada e flexível do currículo (os itinerários), não para o aumento de disciplinas.

→ Conteúdo da BNCC: não poderá exceder 1.800 horas do total da carga horária do ensino médio.

→ Disciplinas obrigatórias: Matemática e Português, preservando o direito à língua materna (no caso de indígenas), serão obrigatórias em todo o ensino médio. Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia permanecem entre as obrigatórias segundo a BNCC.

→ Flexibilidade: os estudantes terão que escolher um itinerário formativo já no início do ensino médio. As opções serão: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas/sociais e formação técnica/profissional.

Itinerários e adesão das escolas

A ideia que pauta os itinerários formativos é complexa, afirma Lilian Kelian. O MEC não a definiu profundamente, apenas apresentou linhas gerais sobre os currículos e para a elaboração dos itinerários.

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Para participar do Novo Ensino Médio, antes de ampliarem a carga horária e receberem os itinerários, as escolas fazem um programa de flexibilização curricular, de acordo com suas características e os recursos disponíveis.

Esse programa é apresentado à Secretaria estadual, que avalia se o que a escola considera como flexibilização está de acordo com suas concepções e com as diretrizes do MEC. Se a avaliação for positiva, a escola recebe os recursos para pôr em prática esse programa por um ano, ainda dentro da sua estrutura e sem grandes mudanças de carga horária.

Esse seria um momento preparatório para a implementação do Novo Ensino Médio na escola, em que os itinerários formativos ainda estão no horizonte. Somente em 2021 é que inicia a implementação desses itinerários. As secretarias ainda estão estudando as possibilidades, quais itinerários serão oferecidos às escolas. Nesse momento de preparação, há a escuta dos jovens.

Os itinerários a serem oferecidos dependerão das condições de cada rede e características de cada território. Para recebê-los, não é necessário ser uma escola de tempo integral, mas sim estar adequada às normas do Novo Ensino Médio, que estabelece uma carga horária um pouco maior.


Jovens, narrativas e projetos de vida

Entre as escolhas que comporão os itinerários formativos, estão as ciências humanas/sociais e a formação técnica/profissional. Essas temáticas estão relacionadas à sexta competência geral definida pela BNCC, que diz respeito a questões de cidadania, mundo do trabalho e projetos de vida:

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.”

MEC, 2017

Para Giselle Vitor Rocha, formadora de professores e gestora de projetos educacionais no CENPEC, o objetivo dessa competência na Base é proporcionar aos estudantes um olhar para si, suas origens, e construam um projeto de vida em que pensem questões do trabalho, desejos pessoais, papel na sociedade etc.

A educadora relata sua experiência com projetos de vida no Jovens Urbanos (CENPEC Educação/Itaú Social), programa voltado à educação integral de jovens moradores de territórios urbanos vulneráveis:

Giselle Vitor Rocha
Foto: arquivo pessoal

Na conversa com os educadores que atuavam com os jovens, íamos percebendo possibilidades e caminhos de meninos e meninas compartilharem suas histórias pessoais com a família, a escola e a comunidade. O objetivo era dar a eles a oportunidade de olhar sua própria trajetória, revendo caminhos e potencialidades. Nesse processo, o educador, junto com a turma, poderia refletir sobre questões relacionadas às escolhas dos jovens.”

Giselle Vitor Rocha

O programa teve a oportunidade de desenvolver e sistematizar essa experiência em escolas do Espírito Santo e de Minas Gerais, em parceria com as respectivas secretarias de educação.

Ilustração: reprodução

Na estação, aguardamos um trem ainda sem trilhos. Fato é que há alguns já dispostos, nos dando a possibilidade de uma partida com alguma segurança. No caminho, faremos pequenas paradas para assentar os trilhos que faltam. […] Nos permitiremos explorar essas paragens, ouvir seus silêncios e suas outras vozes. 

Estamos juntos. Conversamos, escutamos uns aos outros, olhamos atentos os entornos, colocamos mais trilhos e assim vamos seguindo, construindo esse itinerário tecido pelo contato com o próprio caminho. Existe um destino pensado, mas não é o fim da travessia. É um destino que se encaminha para rotas outras, estas futuras. Mas já temos em mãos a cartografia de um primeiro território percorrido pelo Itinerário que aqui traçamos.


CENPEC/Seduc MG/Itaú Social. Itinerários para as juventudes, p. 1, 2017.

Trilhas nos caminhos dos educadores

Gisele Rocha, que já trabalhou com narrativas de vida no no Instituto Museu da Pessoa (SP), dá algumas sugestões a educadores que desejam trabalhar com narrativas e projetos de vida com estudantes.

A especialista aponta três passos para esse trabalho. O primeiro é o autoconhecimento e compartilhamento de histórias de vida.

Roda de conversa. Foto: Jovens Urbanos/CENPEC
Roda de conversa. Foto: Jovens Urbanos/CENPEC

É importante que o professor promova momentos em que os estudantes, oralmente, contem um episódio de suas vidas que desejem compartilhar com a turma. O educador pode utilizar estratégias mais adequadas de acordo com o contexto, o número e o perfil dos estudantes. O ato de contar e ouvir histórias pessoais possibilita criar vínculos e fortalecer a unidade do grupo: colocar-se no lugar do outro. Esse primeiro passo é muito importante no trabalho com projetos de vida: olhar o passado para conhecer o futuro.”

Giselle Rocha
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Registrar essas narrativas é importante. “Inicialmente falamos no texto escrito, pois é necessário estimular o letramento dos estudantes. Mas o professor também pode utilizar outras linguagens, como organizar um painel de fotografias, gravar áudios, fazer um pequeno vídeo… Também é possível explorar autorretrato, linha do tempo, árvore genealógica…”, cita a especialista.

Essas metodologias promovem um duplo movimento: de olhar para si e de se colocar no lugar do outro. “O jovem percebe tanto suas histórias, de onde ele veio, como quem ele é hoje. Mas o educador deve sempre promover o compartilhamento dessas experiências. Para isso, pode organizar com os jovens uma mostra de autorretratos ou fotos, uma exibição de vídeos ou audição de podcasts.

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O segundo passo é conhecer o lugar onde vivem: a escola, seu entorno, a história dos moradores, elementos da cultura local. “Fazer a cartografia do território, entrevistar pessoas da comunidade são caminhos para a turma, junto com o educador, investigar seu lugar: o que os saberes, a cultura dessa região falam de mim e para mim?”, questiona a educadora.

Identificar potencialidades e desafios da escola ou do território é um passo muito importante para o jovem se reconhecer nesse lugar, perceber como circula e atua nesse espaço e identificar quais dos seus desejos podem ou não ser realizados lá e o que ele terá de buscar em outros ambientes. “Para jovens do ensino médio, esse trabalho oferece inúmeros caminhos para abordar questões de cidadania: qual é o meu papel nesse lugar, como posso intervir nele, quais são os meus direitos e deveres como parte de uma coletividade?”, afirma Giselle.

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O terceiro passo aponta para o futuro: é a pesquisa de profissões do agora. “A partir de uma visão primeira que os estudantes têm de determinadas profissões, o professor pode instigar um aprofundamento: será que é isso mesmo que um engenheiro faz? Há várias possibilidades para isso: convidar pessoas da comunidade para falar de seus ofícios, passar um dia em seu local de trabalho exercendo uma atividade…”, exemplifica.

Esse pode ser um processo desenvolvido ao longo dos três anos do ensino médio. Cabe ao professor fazer a costura de todas essas vivências para que os jovens tenham um olhar global, percebam as mudanças sofridas e deem sentido às experiências. “A criação de um portfólio, reunindo os textos produzidos, os registros das vivências é uma metodologia que utilizamos no Jovens Urbanos. É uma ferramenta muito útil para ajudar a organizar essas reflexões e práticas, de modo que se tornem conhecimento”, conclui Giselle.

Degraus: projeto de vida e inovação escolar

Como trabalhar memórias, sonhos, perspectivas pessoais e profissionais dos estudantes no ensino médio? Essa questão foi o ponto de partida de um grupo de professores da Escola Estadual Teotônio Vilela, em Campo Grande (MS). Em busca de respondê-las, esses docentes formaram um grupo interdisciplinar e criaram o Degraus, um dos projetos semifinalistas da primeira edição do Desafio Inova Escola (CENPEC/Fundação Telefônica Vivo), em 2019.

Vídeo de apresentação do projeto Degraus, enviado ao Desafio Inova Escola.
Foto: reprodução

O Desafio Inova Escola promove a educadores de todo o Brasil a participação, on-line e gratuita, em uma jornada formativa.

Por meio de atividades diversificadas, os inscritos recebem subsídios para construírem um plano de inovação, que busque solucionar um desafio vivenciado pela própria equipe e/ou pela comunidade escolar.

Um dos idealizadores do Degraus, o professor de química Jean Carlos Penasso, conta um pouco das questões que levaram a equipe docente a elaborar o projeto:

Equipe de professores da  EE Teotônio Vilela discutindo o projeto. Foto: arquivo pessoal
Equipe de professores da EE Teotônio Vilela discutindo o projeto. Foto: arquivo pessoal

No meio educacional muito se fala na falta de perspectiva de futuro que muitos dos alunos possuem no âmbito escolar e fora dele. Mas como estão sendo orientados para isso? Alguém conversa com eles? Como cobrar algo sem ter oferecido a oportunidade de aprendizagem/conhecimento sobre? Como lidar com tantas informações e não ter ideia do que fazer com ela? A ideia principal é de se trabalhar com projetos de vida é de tentar transformar a visão de mundo dos alunos, trazendo informações para os fazer enxergar as possibilidades para o futuro diferente do que eles mesmos acreditam estar fadados.”

Jean Carlos Penasso

Outra idealizadora da iniciativa, a professora de inglês Telma Giovana Freitas, que também participou ativamente da elaboração do projeto, destaca a importância de definir objetivos pessoais para que a aprendizagem ganhe sentido: “Só teremos alunos engajados, quando estes alunos tiverem objetivos claros para a vida deles, E o engajamento estudantil é essencial, pois é quase impossível ensinar algo para quem não quer aprender!”.

Professoras na produção. Foto: arquivo pessoal
Professoras na produção. Foto: arquivo pessoal

Telma conta que o projeto é dividido em 4 módulos:

1. Autoconhecimento, pois, para saber aonde se quer chegar, e até mesmo para vender a si mesmo, primeiro é preciso saber quem se é é e quais seus valores.

2. Marketing pessoal: envolvendo preparação para entrevistas de emprego e elaboração de currículos.

3. Sonhos: a ideia é ajudar os alunos a entenderem quais seus sonhos grandes e os passos que podem começar a dar para alcançá-los.

4. Inteligência emocional: foco na necessidade de se entender e gerir as suas emoções  para elas não tomarem conta do estudante, assim como trabalhar a importância de entender que erros e frustrações fazem parte do processo, combatendo o imediatismo. O próprio nome do nosso projeto, “Degraus”, vem da ideia de se combater o imediatismo, valorizando a importância de cada passo e cada esforço que se faz até você alcançar o topo da escada, que é onde estará o seu sonho grande.”

Telma Giovana Freitas

O professor Jean conta que, na elaboração do projeto, houve a escuta dos estudantes: “Conversei com alguns alunos sobre o que sentiam falta na escola e que poderia ajudá-los após a conclusão do ensino médio.”

Segundo relatam os docentes, o projeto será implementado este ano. “Esperamos que renda aos alunos novos sonhos, objetivos, paciência e persistência para alcançá-los!”, deseja Telma.

Como a competência trabalho e projetos de vida está sendo desenvolvida no ensino médio? Que iniciativas interessantes você conhece? Gostaria de compartilhar experiências e reflexões? Sua colaboração poderá alimentar a produção de conteúdos sobre o tema no Portal CENPEC. Participe!


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