A voz das ilustrações, as imagens das palavras

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A voz das ilustrações, as imagens das palavras

Confira a entrevista com ilustradores(as) autores(as) Fernando Vilela, Lúcia Hiratsuka e Odilon Moraes
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Já é de longa data a relação entre imagem e texto escrito na literatura. No decorrer da história humana, a ilustração teve diferentes finalidades: registrar fatos da época (como a construção das pirâmides, no Antigo Egito), descrever um objeto (como o corpo humano, na medicina greco-latina), divulgar ideias e crenças a uma população majoritariamente analfabeta (como as xilogravuras medievais), entre outras.

As primeiras ilustrações de livros surgiram em obras religiosas, cartilhas escolares e enciclopédias, considerados os precursores dos livros infantis ilustrados. Já em 1697, destacam-se as gravuras de Gustave Doré, cujas imagens em preto e branco, acompanhando os contos de fadas de Charles Perrault, impressionavam pela riqueza de detalhes.

Hoje, com a popularização das tecnologias digitais e de massa, a imagem, sozinha ou combinada com a escrita e outras linguagens, ganha cada vez mais espaço na sociedade. Na chamada literatura infantojuvenil, os livros-imagem (picture books) evidenciam o papel da ilustração na composição da história.

Mas que experiências podem ser vivenciadas por meio da relação entre ilustração e texto escrito? Como ler essas diferentes linguagens? Que estratégias podemos utilizar para construir os inúmeros sentidos que perpassam as imagens e as palavras? Para falar sobre esse tema, a Plataforma do Letramento conversou com três ilustradores que têm se destacado na criação de livros-imagem: Lúcia Hiratsuka, Fernando Vilela e Odilon Moraes.

A ilustradora, autora e pesquisadora Lúcia Hiratsuka é formada em Artes Plásticas e estuda as lendas do Japão desde a década de 1980. Ilustrou obras de importantes autores, como Cecília Meireles e Cora Coralina. Seu trabalho já recebeu diversos prêmios, como o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e a rubrica Altamente Recomendável, concedida pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil (FNLIJ). É autora do livro-imagem Orie (2014), inspirado nas narrativas da infância vivida por sua avó, no Japão.

Neste áudio, Lúcia fala sobre livro ilustrado e formação de leitores.

Fernando Vilela é artista plástico, escritor, ilustrador e professor de artes. Trabalha com gravura, pintura e fotografia, e expõe seus trabalhos no Brasil e no exterior. Já ilustrou mais de 60 livros para crianças e jovens, entre eles a obra Lampião e Lancelote (2006), pela qual recebeu diversos prêmios.

Nesta conversa, Vilela fala sobre como formar leitores sensíveis à construção de sentido entre texto escrito, imagens e outras linguagens.

Odilon Moraes é arquiteto de formação, mas sua paixão por livros e imagens o levou a se tornar um ilustrador de livros. Ao longo de sua carreira, passou também a criar suas próprias histórias. A primeira delas foi A princesinha medrosa (2002), seguida de Pedro e Lua (2004), ambas premiadas pela FNLIJ como Melhor Livro para Crianças. É também de sua autoria o livro-objeto Ismália (2006), inspirado no poema homônimo do simbolista Alphonsus de Guimaraens.

A seguir, o ilustrador fala das possíveis relações entre letramento e imagem.


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