11 filmes em que professoras(es) são protagonistas 11 filmes em que professoras(es) são protagonistas

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11 filmes em que professoras(es) são protagonistas

Aproveite o Dia das(os) Professoras(es) para conhecer muitas histórias inspiradoras sobre a docência, seja em personagens da ficção ou da vida real
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Por Stephanie Kim Abe

O que não falta – no mundo todo – são histórias inspiradoras de professoras e professores. Pode ser porque o(a) educador(a) enfrentou o sistema em prol das(os) estudantes, porque inovou na sua forma de lecionar, porque marcou a vida das(dos) alunas(os), ou simplesmente porque criou uma relação afetuosa e de respeito com a sua turma.

Uma forma de comprovar e conhecer essas histórias é através dos filmes. Alguns retratam histórias reais, em documentários – como o caso de Paulo Freire Contemporâneo, ou de Carregadoras de Sonhos, uma produção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), que retrata o cotidiano de quatro professoras da rede pública do interior do Sergipe, após uma pesquisa qualitativa realizada pelo órgão sobre as condições de trabalho dos(as) professores(as) do estado. Indicamos esse longa-metragem em matéria sobre as mulheres na Educação, em março.

Outras produções, ainda que ficção, são baseadas em histórias reais e ajudam na imersão na vida desses personagens. É o caso de O menino que descobriu o vento e Tudo o que aprendemos juntos – duas produções que indicamos em matéria sobre filmes para curtir nas férias.

Para complementar essas indicações, o Portal Cenpec selecionou mais 11 filmes, de diferentes regiões do mundo, que trazem professores e professoras como protagonistas. Afinal, uma forma de valorizar os(as) profissionais de educação neste Dia das(os) Professoras(es) é também saber mais sobre as suas lutas, as suas conquistas e suas histórias de vida.

#OrgulhodeEnsinar

Em homenagem ao Dia das(os) professores(as), o Cenpec está promovendo nas suas redes sociais a campanha #OrgulhodeEnsinar. Para participar, grave um vídeo de um minuto contando porque você também se orgulha da sua profissão. Compartilhe o vídeo em suas redes sociais com as hashtags #OrgulhodeEnsinar #Cenpec pra gente repostar. Participe!


Confira abaixo nossas 11 dicas cinematográficas

Escritores da Liberdade

Drama. EUA, 2007, 123 min. Direção: Richard LaGravenese

Essa produção norte-americana é baseada na história real da professora Erin Gruwell, estrelada por Hilary Swank, que chega para assumir uma turma de ensino médio de uma escola em um bairro periférico de Los Angeles, na Califórnia (EUA). Ela se depara com diversos conflitos entre os(as) estudantes, fruto das diferenças e preconceitos étnicos, raciais e sociais do território em que vivem. A professora busca compreender a realidade dos(as) alunos(as), ao mesmo tempo que pede que eles(as) escrevam diários sobre as suas experiências – relatos esses que geraram o livro O Diário dos Escritores da Liberdade, que deu base ao filme.

A Onda

Drama. Alemanha, 2008, 107 min. Direção: Dennis Gansel

Para ensinar as(os) estudantes sobre autocracia, o professor de ensino médio Rainer Wenger (Jürgen Vogel) encontra uma maneira inusitada de chamar a atenção da turma e fazê-las(os) se interessar no tema: ele forma um governo fascista dentro da sala de aula. O movimento, intitulado de “A Onda”, que era pra ser apenas um projeto escolar, acaba saindo do controle do professor e se espalhando pela cidade. Rainer, que fora forçado a ministrar a aula, precisa agora impedir que as(os) alunas(os) repitam os erros e horrores que lembram a Alemanha nazista.

Entre os muros da escola

Drama. França, 2008, 128 min. Direção: Laurent Cantet

Vencedor da Palma de Ouro Cannes em 2008 e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009, essa produção francesa é centrada no professor François Bégaudeau, que interpreta a si mesmo como professor de língua francesa em uma escola do ensino médio da região periférica de Paris (França). O filme busca retratar as dificuldades que os(as) educadores(as) encontram na sala de aula, como os conflitos sociais e étnicos e a intolerância e o preconceito.

A língua das mariposas

Drama. Espanha, 1999, 96 min. Direção: José Luis Cuerda

O menino Moncho (Manuel Lozano) não tem uma experiência muito boa nos primeiros dias na escola, ao se deparar com autoridade dos(as) professores(as) em sala de aula. Mas ao conhecer o professor Don Gregorio (Fernando Fernán-Gomes), que tem uma postura diferente dos(as) demais colegas, ele passa a descobrir todo um novo mundo. O professor leva os(as) estudantes pra fora da sala, ensina-os(as) sobre as curiosidades da natureza, incentiva que pensem criticamente. Tudo isso em meio às tensões que antecedem a Guerra Civil Espanhola (1936 – 1939) – e que tem consequências para a vida de Moncho e do professor.

Madadayo

Comédia dramática. Japão, 1993, 134 min. Direção: Akira Kurosawa

Cena do filme Madadayo (Akira Kurosawa). Imagem: reprodução
Madadayo (Akira Kurosawa). Imagem: reprodução

Última produção do diretor Akira Kurosawa, esse filme é sensível ao se basear na história real de vida do professor Uchida Hyakken (Tatsuo Matsmura), que se aposenta depois de 30 anos dedicados à docência para virar escritor.

O filme retrata a respeitosa relação aluno-professor no Japão, além do afeto e carinho que os estudantes de Uchida dedicam ao mestre, indo visitá-lo constantemente e comemorando todo ano o aniversário dele. Como pano de fundo, a reverberação do começo da Segunda Guerra Mundial, já que o filme se passa no começo dos anos 1940. Madadayo foi premiado em diversos festivais de cinema, como o Festival de Cannes, de Veneza e o de Toronto.

Nenhum a menos

Drama. China, 1998, 106 min. Direção: Zhang Yimou

Quando o professor de uma escola rural precisa se ausentar por alguns dias para ajudar a sua mãe doente, a pequena Wei (Wei Minzhi), uma estudante de apenas 13 anos, é colocada para substituí-lo, por falta de opção. A sua missão é garantir que todos(as) alunos(as) frequentem a escola, nenhum(a) abandone. Assim, quando o menino Zhang Huike vai pra cidade para procurar emprego pensando em ajudar a sua família, Wei segue em sua busca, para trazê-lo de volta pra escola. Ainda que se passe em um vilarejo remoto da região de Shuiquan, na China, a história retratada e as questões que esse premiado filme traz são universais.

(Sem legenda em português)

Quando tudo começa

Drama. França, 1999, 118 min. Direção: Bertrand Tavernier

UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados - O filme francês Quando  tudo começa (1999), de Bertrand Tavernier, será exibido às 17h deste sábado  (15), no cineauditório da Unidade 1 (Rua João
Quando tudo começa (Bertrand Tavernier). Imagem: reprodução

Apesar das orientações de não se envolverem nos problemas da comunidade local, o professor Daniel Lefebvre (Philippe Torreton) não consegue ficar indiferente. Afinal, ele vê os familiares de seus(suas) estudantes e outros cidadãos da pequena Hernaing sofrendo com o desemprego, após o fechamento das minas de carvão da cidade, a miséria e a falta de políticas sociais que os amparem. Assim, o professor começa uma campanha reivindicando melhores condições de vida pra todas e todos. 

The Chair

Comédia dramática. EUA, 2021. 1 temporada. Criação: Annie Wyman e Amanda Peet

A professora doutora Ji-Yoon Kim (interpretada por Sandra Oh) acaba de ser nomeada diretora do Departamento de Literatura de uma renomada universidade. Além dos desafios inerentes ao cargo, ela tem que lidar com outros decorrentes do fato de ser a primeira mulher e pessoa não-branca nessa posição de prestígio e muita responsabilidade. Ao longo da série, lançada recentemente pela Netflix, são retratadas questões de gênero, etarismo, multiculturalismo.

Além da sala de aula

Drama. EUA, 2011, 97 min. Direção: Jeff Bleckner

A jovem professora Stacey Bess (Emily VanCamp), de apenas 24 anos, precisa enfrentar seus preconceitos e medos ao assumir uma turma de crianças de rua, em uma escola de um abrigo na cidade norte-americana de Salt Lake City, em Utah. O filme retrata as más condições do espaço (falta de alimentação, carteiras, livros) e os problemas sociais do entorno, que afetam o seu trabalho e quase a faz desistir do seu emprego. A produção é baseada na história real de Stacey.

Como estrelas na terra

Drama. Índia, 2007, 162 min. Direção: Aamir Khan

Nessa produção bollywoodiana, acompanhamos a trajetória do menino Ishaan (Darsheel Safary), que tem dificuldades na escola, não consegue prestar atenção nas aulas e corre o risco de ser reprovado novamente. É só quando os seus pais o colocam em um internato que ele conhece o professor Nikumbh (interpretado pelo diretor Aamir Khan), que descobre que ele tem dislexia. É a partir dessa relação que o garoto passa a ser compreendido e começa a se apoiar na arte para conhecer o mundo da leitura e da escrita.

Maria Montessori – Uma vida dedicada às crianças

Maria Montessori (Gianluca Tavarelli). Imagem: reprodução

Biografia, drama. Itália, 2007, 200 min. Direção: Gianluca Maria Tavarelli

Maria Montessori (1870 – 1952) é uma das pedagogas mais conhecidas do mundo, e é a sua trajetória que é contada nessa cinebiografia, filmada em formato de minissérie.

Primeira mulher a se formar em Medicina na Itália, Maria Montessori (estrelada por Paola Cortellesi) foi uma militante feminista, trabalhou com crianças com deficiência e desenvolveu uma teoria de ensino inovadora que dá ênfase ao aluno no seu processo de aprendizagem. O filme também aborda seus dramas pessoais, como a relação com o filho Mario e a luta contra o fascismo italiano.

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