O escritor especial que perdemos

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O escritor especial que perdemos

O CENPEC Educação lamenta a morte de Jorge Miguel Marinho, nosso amigo e colaborador
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Foi com tristeza que noticiamos na terça-feira (18) o falecimento do escritor, roteirista, ator e professor Jorge Miguel Marinho, aos 72 anos.

Nascido no Rio de Janeiro em uma família humilde, muito cedo se mudou para São Paulo. Apenas aos 15 anos Jorge entrou em contato com a literatura, e foi amor à primeira vista: tornou-se leitor voraz e decidiu dedicar-se às palavras em prosa e verso.

Com graduação em Letras e mestrado em Literatura pela Universidade de São Paulo (USP), lançou, em 1981, seu primeiro livro: a coletânea de poemas O talho. Depois disso, não parou mais, dando à luz obras que tratam, com muita imaginação, delicadeza, poesia, reflexão e humor, de temas ligados à infância, ao amor e seus desencontros, à descoberta da sexualidade, à própria literatura e à morte. Suas histórias são marcadas por uma atmosfera em que sonho e realidade se misturam no cotidiano das personagens.

Entre seus livros estão Te dou a lua amanhã: biofantasia de Mário de Andrade (1993), O amor está com pressa (2002), O menino e o fantasma do menino (2012), Blue e outras cores do meu voo (2014), A gravidade das coisas miúdas (2016). Por Lis no peito: um livro que pede perdão (2005), uma homenagem a Clarice Lispector, recebeu, em 2006, o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Prêmio Jabuti de melhor livro juvenil e o White Ravens.

Jorge colaborou em materiais e portais do CENPEC Educação, como o Escrevendo o Futuro e a Plataforma do Letramento. Também foi coordenador de oficinas de criação literária e professor do curso de pós-graduação em Formação de Escritores do Instituto Superior de Educação Vera Cruz (ISE Vera Cruz), em São Paulo (SP).

O velório aconteceu no Cemitério do Araçá, de onde o corpo seguiu para o Crematório de Vila Alpina.


Leia “A Rua da Esperança”, conto de Jorge Miguel Marinho