Desigualdades no ensino médio

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Desigualdades no ensino médio

CENPEC. Boletim Educação&Equidade n. 4. São Paulo, ago. 2017. Pesquisa aponta que diversidade de oferta de matrícula no ensino médio amplia a desigualdade social
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O número de vagas e matrículas no ensino médio de período integral aumentou nos últimos anos. Segundo avaliações externas, as maiores proficiências em língua portuguesa e matemática são, justamente, de estudantes que estão na escola por sete ou mais horas. Porém, a maioria das vagas ainda é no ensino médio de tempo parcial e a a diversidade de ofertas de matrícula nessa etapa escolar está contribuindo para o aumento das desigualdades sociais.

Segundo pesquisa desenvolvida pelo CENPEC, o aluno de origem menos favorecida é impelido a estudar no período parcial, com defasagem idade-série e/ou que precisa trabalhar. É este o perfil social de alunos que geralmente optam pelo ensino noturno regular ou pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidades que apresentam resultados de aprendizagem inferiores às do período integral e do diurno parcial.

Essa é a principal conclusão da pesquisa “Políticas para o ensino médio: o caso de quatro estados”, realizada em 2015 e 2016 pelo CENPEC com o apoio da Fundação Tide Setubal. O estudo focou as políticas públicas para o ensino médio do Ceará, de Pernambuco, de Goiás e de São Paulo. A escolha dos quatro estados se deu em razão de se destacarem na evolução do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2005 e 2013.


ACESSE O BOLETIM EDUCAÇÃO&EQUIDADE

CENPEC. Boletim Educação&Equidade n. 4. São Paulo, ago. 2017.


Esta publicação é um dos produtos da pesquisa Políticas para o Ensino Médio: o caso de quatro estados
Período de realização: 2015 a 2016
Parceira: Fundação Tide Setubal

Ementa
A pesquisa buscou descrever as políticas para o Ensino Médio nos estados do Ceará, Goiás, Pernambuco e São Paulo, analisando os pontos em comum, o impacto da diversificação da oferta concomitante de período parcial e integral, e as reações e percepções dos agentes escolares a essas políticas. 

A pesquisa foi executada por uma equipe central de coordenação e grupos de pesquisadores locais nos quatro estados. Foram empregados métodos qualitativos (realização de entrevistas, visitas a escolas e análise de documentos) e quantitativos (análise de dados de bases públicas).

A principal conclusão é que há uma forte associação entre diversificação da matrícula – de período integral e parcial – e estratificação social.