Valor Econômico: é preciso integrar a educação ao debate nacional

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Valor Econômico: é preciso integrar a educação ao debate nacional

Anna Helena Altenfelder, Daniel Cara, Priscila Cruz e Denise Carreira analisam o impacto do baixo financiamento em educação para a economia em reportagem do Valor Econômico
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O mundo pode discutir o que ensinar aos jovens em uma sociedade em transformação acelerada, mas a falta de prioridade à educação faz com que o Brasil ainda precise lidar com velhos desafios, como universalizar o acesso e garantir o mínimo de aprendizagem a todos, diz a reportagem “Agenda marcada por descontinuidades”, assinada por Hugo Passarelli e publicada na última quinta-feira (02/05) no jornal Valor Econômico.

A reportagem contou com a participação de quatro especialistas em educação: Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do CENPEC; Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos pela Educação; Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação; e Denise Carreira, coordenadora da Ação Educativa. Os quatro entrevistados discutiram sobre o impacto econômico dos desafios da educação no País e da falta de continuidade nas políticas públicas da área – nos últimos 40 anos, o Ministério da Educação (MEC) teve um novo ministro a cada dois anos, em média.

Bolha temática

Os quatro especialistas concordam que a educação ainda é tratada de forma estanque no debate público e é necessário furar essa “bolha temática”, destacando os efeitos sociais e econômicos que ela traz para a agenda nacional. “Estamos falando de garantir o direito à educação, mas também estamos falando de desenvolvimento de país como um todo, é social, mas também é econômico”, afirma Anna Helena Altenfelder.

Para Priscila Cruz, “a vida pública usa a mesma lógica das disciplinas compartimentalizadas das escolas. O Brasil privilegia o debate econômico em detrimento do social, sem entender que esses são dois lados da mesma moeda”.

A reportagem traz ainda um panorama do cenário atual da educação e aborda a crise e paralisia do MEC sobretudo no primeiro trimestre deste ano; incertezas sobre a implementação de reforma do Ensino Médio, aprovada ainda no governo de Michel Temer; e a discussão sobre a desvinculação total do orçamento público brasileiro proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O fim do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que expira em 2020; o Custo Aluno Qualidade (CAQ); e a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) que estipula o aumento de gastos com educação até 10% do Produto Interno Bruto (PIB) também foram abordados.

Confira a reportagem (para assinantes)

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