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Capoeira, tradição oral e cultura escolar

Mestre Alcides de Lima Tserewaptu e Ana Carolina Francischette da Costa
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A história do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (Ceaca) se inicia na década de 1980, na Universidade de São Paulo. Desde o início, a preocupação em estabelecer diálogos entre a capoeira – e outras manifestações da cultura de tradição oral – com a educação escolar já era algo latente, tendo em vista que apesar de ser reconhecido como mestre de capoeira, eu nasci e cresci no interior de Minas Gerais em uma família que pertencia a uma linhagem de Congado.

O Ceaca surgiu com o objetivo de trabalhar a capoeira principalmente em seus aspectos culturais, contribuindo com a formação integral das pessoas, desenvolvendo capacidades corporais, cognitivas e aptidões para as artes em geral. Em meados dos anos 1990, junto com Mestre Dorival dos Santos, elaboramos o projeto “Minha História”, em parceria com o Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP).

Este projeto tinha o intuito de promover vivências culturais e lúdicas por meio da capoeira para crianças e adolescentes da comunidade São Remo, vizinha à Cidade Universitária, no Butantã. Essas crianças e esses adolescentes vivenciavam a área verde do campus como seu espaço de lazer, como o quintal de suas casas, mas também como espaço de trabalho. Muitos cuidavam de carros na Universidade, no Departamento de História, tentando ganhar algum dinheiro para contribuir com as suas famílias, que, em sua maioria, viviam em condições precárias.

A Universidade não desenvolvia nenhum tipo de ação cultural ou educativa com essas crianças, por isso nosso projeto buscou, de alguma forma, atender a essa necessidade. Algumas dessas crianças e desses jovens são, hoje, professores e agentes de cultura do Ceaca.

Visamos estabelecer um diálogo entre cultura popular, a tradição oral e a cultura formal, tendo como fio condutor a capoeira, o coco, a ciranda, o samba de roda […] e toda musicalidade e oralidade envolvidas nessas manifestações culturais.

Em abril de 2000, fomos convidados a implantar um programa de cultura popular brasileira em uma escola municipal na Zona Oeste da cidade de São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Desembargador Amorim Lima. Em 2005, por meio de um edital do Ministério da Cultura, fomos selecionados como Ponto de Cultura “Amorim Rima/Ceaca”; em 2006 e 2007, fomos selecionados pelo projeto Ação Griô da Tradição Oral e nossa iniciativa foi premiada pelo Ministério da Cultura e por outros órgãos ligados à área de Educação e Cultura (Prêmio Escola Viva, premiação na Teia de Belo Horizonte-MG).

Ficamos muito felizes de termos em nosso grupo o Mestre Durval do Coco, pernambucano, cantador de coco de improviso, de aboio e de ciranda. Sua inserção no Ceaca e no projeto desenvolvido na Emef Des. Amorim Lima é inestimável para todos nós.

Desde então, o projeto “Expresse-se com Consciência: faça capoeira”, desenvolvido na Emef Des. Amorim Lima, faz parte do currículo e do projeto pedagógico da escola somente para o 1º ano, contribuindo para a formação de centenas de crianças, adolescentes e adultos (temos oficinas semanais voltadas para mães e pais da escola).

A capoeira estabelece diálogos profundos e transversais com outras manifestações culturais brasileiras com raízes africanas e indígenas,
apresentando intersecções com essas manifestações.

Em nossas ações, visamos estabelecer um diálogo entre cultura popular, a tradição oral e a cultura formal, tendo como fio condutor a capoeira, o coco, a ciranda, o samba de roda, samba duro, puxada de rede da pesca do xaréu, toré, cordel e toda musicalidade e oralidade envolvidas nessas manifestações culturais.

Nós, do Ceaca, reconhecemos que a capoeira estabelece diálogos profundos e transversais com outras manifestações culturais brasileiras com raízes africanas e indígenas, apresentando intersecções com essas manifestações, como podemos observar nesse organograma. Por isso, buscamos sempre trabalhá-las de forma associada em nossas oficinas, sempre valorizando a história, os conhecimentos e as culturas de matrizes indígenas e africanas, historicamente desvalorizadas, silenciadas, na formação social de nosso povo e de nosso país. Reconhecemos e valorizamos a tradição oral como visão de mundo, como forma de conhecimento legítimo e pedagogia própria para a transmissão desses saberes.

Trazer para a instituição escolar – espaço historicamente centrado nos saberes letrados e da ciência moderna, de matriz europeia – conhecimentos advindos das culturas de tradição oral possibilita a ressignificação desse espaço. Assim promovemos o encantamento da aprendizagem, a valorização e a afirmação da diversidade cultural, a descolonização do currículo, a construção de relações ético-raciais positivas, o fortalecimento da ancestralidade, a valorização dos saberes advindos da experiência de vida, o fortalecimento da autoestima dos nossos alunos e alunas, de suas famílias, bem como dos mestres de tradição oral.

A transformação que a capoeira e a cultura produzem na vida de cada criança, jovem e adulto é visível no corpo, na maneira de se relacionar com seus pares, na maneira de olhar o outro e se colocar individual e coletivamente. Alguns até encontram na capoeira um caminho de vida e também se tornam professores.

Capoeira: história e cultura afro-brasileira
A princípio, entendemos que a história da capoeira e de outras manifestações culturais de matrizes africanas e indígenas, no Brasil, está fundamentalmente relacionada à formação deste país. A invasão das Américas pelos colonizadores europeus e a fundação de sociedades coloniais em bases escravistas foi responsável pela migração forçada de mais de 11 milhões de africanos para as colônias da América. Desse número total, quase 5 milhões foram trazidos para o Brasil, entre os séculos XVI e XIX.

Dos ritos de origem africanos trazidos para o Brasil vem a noção de circularidade, que é um dos fundamentos mais importantes na roda de capoeira.

As populações africanas trazidas para a América pertenciam a diferentes povos, etnias, provenientes de diferentes territórios, portadores de culturas, línguas bastante diversificadas. A contribuição e a importância dessas populações para a formação do Brasil é inestimável. Elas trouxeram suas técnicas de plantio, de manipulação de metais; suas línguas; todos os seus saberes e conhecimentos a respeito de plantas e formas de cura, bem como o culto aos ancestrais, às divindades da natureza; visões de mundo onde os elementos materiais não se separam do mundo imaterial, simbólico, sagrado.

Todos esses saberes foram transmitidos aos seus descendentes e também recriados na América, num contexto bastante desfavorável, o da escravidão. Por isso, a manutenção desses saberes e a recriação de práticas religiosas e corporais no Brasil são vistas como formas de resistência das populações negras à escravidão.

Dos ritos de origem africanos trazidos para o Brasil vem a noção de circularidade, que é um dos fundamentos mais importantes na roda de capoeira. Destacamos também que os valores de vida estão latentes nessas populações, assim como o respeito aos elementos da natureza, aos mais velhos e também aos mais novos.

A noção de circularidade nos ritos de origem africana faz parte dos chamados valores civilizatórios afro-brasileiros, trazidos pelos africanos e elaborados aqui, no Brasil. Segundo Maria Cristina Troncarelli e Paulo Dias:

Embora o continente africano abrigue uma enorme diversidade de povos e culturas, evidencia também, ao longo de seu território, fortes aspectos de unidade. Chamamos de valores civilizatórios africanos aqueles princípios básicos que são comuns a diferentes civilizações da África, compondo um modo próprio de estar no mundo, de pensar, agir e sentir – a africanidade” (KISHIMOTO; TRONCARELLI, 2015).

A circularidade, o hábito de se reunir em roda para conversar, contar histórias, dançar, brincar ou manifestar a religiosidade também nos lembra que a vida é cíclica, portanto tem fases que começam, terminam e recomeçam.

Quando vemos nos olhos atentos muita ansiedade querendo aprender tudo em muito pouco tempo, como na internet, dizemos “oxotokanxoxo”, que significa: “paciência, paciência e muita paciência”.

A capoeira também condensa outros valores civilizatórios afro-brasileiros como a ludicidade, o raciocínio, a corporeidade, a musicalidade, a oralidade como forma de transmissão dos ensinamentos, bem como a religiosidade e a ancestralidade, que condensam energias vitais e a sabedoria transmitida por muitos séculos através da palavra.

Na transmissão dessa tradição oral, o respeito aos mestres e às mestras, a escuta atenta, a paciência para lidar com o tempo da aprendizagem também são muito importantes. Para aprender capoeira, ciranda ou samba de coco, não basta ler um livro que fale sobre o assunto. É preciso vivenciar, é preciso deixar o corpo sentir e registrar o movimento. É preciso ouvir os sons e as notas de cada instrumento musical, aprender a cantar as músicas. Isso leva tempo, não é algo que se aprende imediatamente. Quando vemos nos olhos atentos muita ansiedade querendo aprender tudo em muito pouco tempo, como na internet, dizemos “oxotokanxoxo”, que significa: “paciência, paciência e muita paciência”. É a mitologia do arqueiro de uma flecha só, Rei de Ketu (Oxóssi).

Capoeira e práticas pedagógicas
No projeto “Expresse-se com consciência: faça capoeira” desenvolvido na Emef Des. Amorim Lima, os valores acima elencados norteiam nossos princípios e nossas metodologias de trabalho. As vivências corporais “marcam” a memória corporal de cada estudante, promovendo o aprendizado de gestos clássicos de cada manifestação cultural aprendida e ensinada. Além dessas vivências, os contos, as histórias e o trabalho com mitologias africanas e indígenas também contribuem de forma expressiva para a sua aprendizagem.

Adansonia digitata, o baobá-africano.
Adansonia digitata, o baobá africano. Wikipédia.

Nós gostamos muito de contar às crianças e aos jovens a história do baobá. É uma árvore encontrada em muitas regiões do continente africano e recebe nomes diferentes, dependendo do território. Na Costa do Marfim, é conhecida como baobá. Já em Moçambique é chamada de embondeiro. Apesar de receber nomes diferentes, a importância dessa árvore é reconhecida em todos os territórios e culturas do continente africano. Ela é considerada a mais generosa das árvores, pois tudo nela se aproveita: suas sementes e frutas podem ser usadas como alimento e para a fabricação de utensílios domésticos, seu tronco espesso pode ser utilizado como moradia. O baobá simboliza a ancestralidade, o valor e a sabedoria dos antepassados na caminhada de cada povo.

Contam os antigos que, durante o tráfico atlântico de escravizados, os europeus passaram a chamá-la de a “árvore do esquecimento”.  Eles obrigavam as pessoas capturadas para serem vendidas como escravizadas a dar voltas em torno do baobá para esquecerem sua ancestralidade. Assim, os homens eram obrigados a dar nove voltas em torno de um baobá dizendo que deixariam ali toda a sua história e a sua cultura.  As mulheres faziam o mesmo ritual, dando sete voltas.

Quando narramos essa história para nossas crianças e adolescentes, buscamos reinventá-la. Para isso, propomos a elas uma vivência recriando a história do baobá como a “árvore do (des)esquecimento”. Depois de ouvir as histórias, os estudantes confeccionam uma árvore que representa o baobá e a colocam no centro da sala. Enquanto meninas e meninos dão voltas em torno da árvore, dizem: “Meus pais vieram de […] e eu não quero nunca esquecer meus avós.”

Crianças reinventam a história “brincando” de árvore do (des)esquecimento. Emef Des. Amorim Lima, São Paulo, 2016.

Há muitas atividades e vivências possíveis para trabalhar com os estudantes as ligações da capoeira com a história e cultura africana e afro-brasileira. Há um toque do berimbau que se chama “toque de Angola”. Então perguntamos às crianças e jovens: “Onde fica Angola? De onde vem o berimbau? Como se faz o toque e o jogo de Angola?”. Com base nessas questões, pedimos para que eles procurem Angola no globo terrestre e ouvimos suas hipóteses das razões para as fortes ligações entre o Brasil, e a América como um todo, com o continente africano. Tudo isso é desenvolvido por meio da oralidade, dos contos, da mitologia e também da musicalidade, corporeidade, dos elementos lúdicos e poéticos. Dessa forma, acreditamos que a aprendizagem se torna mais significativa, leve e envolvente.

Localizando Angola no globo.
Emef Des. Amorim Lima, São Paulo, 2016.

Além dos diálogos entre Brasil e África, as manifestações culturais estudadas permitem o contato não apenas corporal e musical, mas a análise histórica e social de elementos que se referem à formação da história e cultura brasileira. Em uma vivência de maculelê, por exemplo, não só desenvolvemos nos estudantes noções de ritmo, individual e grupal, espaço, visão periférica, como também trabalhamos o ciclo econômico da cana-de-açúcar no Recôncavo Baiano durante o período colonial, ao cantar e contar algumas histórias desse tempo. Ao apresentar a pesca do xaréu, atividade econômica muito importante no nordeste brasileiro, também trabalhamos a pesca artesanal. As canções se referem ao mar, à praia, sol, areia, coqueiros, barcos, homens e mulheres, esposas dos pescadores.

Com o ritmo impregnado nos corpos, todos entram em sintonia e se emocionam com os cânticos, com as ladainhas, quadras, chulas e corridos.

Além de análises históricas e sociais, nas rodas desenvolvemos noções de valores de vida, muito importantes para nosso dia a dia. Buscamos uma memória ancestral que possa ser vivida e não apenas contada, mencionada, pois aquela que é apenas contada e não vivida corre o risco de cair no esquecimento.

Nas rodas de capoeira, ou de outras manifestações culturais, existe o compartilhamento do ritmo. Alguns integrantes se responsabilizam pelo toque das músicas, enquanto outros dançam ou jogam capoeira. Aos poucos, vamos invertendo os papéis, compartilhando responsabilidades. Esse compartilhamento é muito importante nas culturas tradicionais. Trazida para o cotidiano, essa prática prepara as crianças para um estado de “prontidão”, para novas leituras do mundo, para recepção de novas informações a ser lidas em seu entorno, alimentando e ampliando seu repertório para um novo desafio que está por vir.

Dessa forma, com o ritmo impregnado nos corpos, todos entram em sintonia e se emocionam com os cânticos, com as ladainhas, quadras, chulas e corridos. As letras das canções são poéticas e tratam do dia a dia das pessoas e das comunidades por todo o Brasil.

O Projeto também tem a preocupação de trabalhar com outras linguagens artísticas, como a literatura, a poesia e o teatro. Instigamos nossos estudantes a compor quadras, versos de improviso, e até mesmo letras de músicas, utilizando, para isso, a metodologia das palavras geradoras de Paulo Freire.

Ao final de cada ano, realizamos nossa festa de encerramento letivo, estudando uma temática para ser apresentada aos pais, professores e convidados. Várias peças foram escritas e apresentadas em conjunto com os estudantes, partindo de referências como Castro Alves (poema “Navio negreiro”), Monteiro Lobato (O conto do capoeirista carioca “Vinte e Dois da Marajó”), Cecília Meirelles, além de personalidades negras símbolos da luta contra a opressão, como Zumbi dos Palmares, e o famoso capoeirista Besouro Cordão de Ouro.

Essas linguagens proporcionam às crianças diálogos profundos, que evidenciam o corpo como porta-voz das emoções. Amplia-se, assim, a capacidade das crianças e dos adolescentes en ler melhor as emoções nos semblantes de seus pares, a capacidade de observar o outro e também o ambiente ao seu entorno, a capacidade de se abrir à musicalidade. Ao tocar o tambor, o berimbau e outros instrumentos, incentiva-se que eles explorarem o máximo dessa experiência, tentando extrair notas musicais. Essa forma de leitura “ágrafa” é um grande estímulo para seu desenvolvimento cognitivo.

Eu queria um esporte só para mim, que tivesse a minha raça, com o Brasil dentro de mim. Ele se chama capoeira como o Brasil sempre quis.”
                                      (Stephane dos Santos Moreira, 12 anos – 7º ano)

Após as dinâmicas e as vivências corporais com as danças e outras manifestações como a ciranda, o coco, o samba de roda, que também podem entrar para o rol das danças assim chamadas circulares, nós orientamos os estudantes a escrever uma ou mais frases sobre as vivências. A frase da estudante Stephane e muitas outras são importantes para avaliarmos nossa prática pedagógica.

A dinâmica do projeto permite abranger muitos outros temas. A foto abaixo registra uma conversa sobre o continente Antártico, com o Mestre Alcides, que foi pesquisador do Programa Antártico Brasileiro. A palestra aconteceu para satisfazer a demanda das crianças, que tinham curiosidade sobre como viver por 4 meses todos os anos no continente gelado, com temperatura que varia de 0 °C a -30 °C, no verão.

Conversa sobre o continente Antártico, com Mestre Alcides.
Emef Des. Amorim Lima, São Paulo, 2016.

Assim, buscamos desenvolver em nosso projeto: “Expresse-se com consciência: faça capoeira” não apenas a expressão corporal, mas a consciência histórica, social, ancestral, o apreço pela vida e pela coletividade.  Todo esse processo de ensino-aprendizagem é orientado por vivências lúdicas, dialógicas que priorizam valores como a vida, a diversidade, o aprendizado com o outro.


Referências bibliográficas
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.
________. Lei n° 11.645, de 10 de março de 2008, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”.
________. Projeto de Lei n° 1.786, de 2011, que institui a Política Nacional Griô, para proteção e fomento à transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral.
KISHIMOTO, Alexandre; TRONCARELLI, Maria Cristina; DIAS, Paulo Anderson Fernandes (Orgs.) O Reinado da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá. Belo Horizonte; São Paulo: Cachuera!, 2015.
LEITE, Fábio. Valores civilizatórios em sociedades africanas. África: Revista dos Estudos Africanos. São Paulo: Humanistas/ FFLCH/USP, n. 18/19 (I), 1995-1996, p.69.
LIMA, Heloísa Pires. A semente que veio da África. São Paulo: Salamandra, 2005.
LIMA, Alcides de; COSTA, Ana Carolina Francischette da. Dos griots aos griôs: a importância da oralidade para as tradições de matrizes africanas e indígenas no Brasil. Revista Diversitas, São Paulo, ano 2, n. 3, p. 385-396, set. 2014/mar. 2015.

Alcides de Lima Tserewaptu

Nasceu em 1947, na cidade de Santa Rita da Estrela (MG). É conhecido e respeitado como mestre de capoeira do Ceaca.
Atua como coordenador do Ponto de Cultura Amorim Rima/Ceaca e do projeto Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira.
Mestre Alcides também é representante nacional da Comissão de Griôs e Mestres da Tradição Oral da rede Ação Griô Nacional.

Ana Carolina F. da Costa

Capoeirista integrante do Ceaca e aluna de Mestre Alcides. Professora de História, historiadora e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP).
Atua em pesquisas sobre comunidades remanescentes de quilombos e outras comunidades tradicionais com base na história oral, além estudar a relação entre tradição oral e educação formal.