Projeto institucional na escola: como fazer

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Projeto institucional na escola: como fazer

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Você sabe o que é projeto institucional de uma escola? No que ele se diferencia do projeto político-pedagógico (PPP), quando deve ser proposto e com qual objetivo?

O especial assinado por Renan Simão e publicado nesta quinta-feira (13) na revista Gestão Escolar aborda essas e outras questões e explica as diferenças entre o projeto institucional e o PPP, mas também alguns conceitos e práticas que devem ser comuns entre os dois, como garantir a participação da comunidade, por exemplo.

Projeto político-pedagógico e institucional: diferenças

“O projeto institucional é um documento que busca viabilizar mudanças na escola. Ele prevê um diagnóstico se apoiando em evidências sobre uma situação-problema e, a partir delas, estabelece objetivos, prazos e demandas para uma melhora ou resolução. Com isso, forma-se um plano de ações com etapas, divisão de tarefas e metas a cumprir pela equipe gestora e a comunidade escolar”, explica o texto de Simão.

O texto deixa claras as especificidades entre o projeto institucional e o PPP: “esses documentos não possuem a mesma função. Se o PPP garante o direito, os valores e os critérios para que todas as ações da escola existam, o projeto institucional é seu desdobramento prático em que a equipe gestora transforma a identidade criada pelo PPP em ações concretas” [grifos nossos].

Estratégias e modelos

Na medida em que se dedica a estruturar, de forma concreta, ações em respostas a uma demanda partindo dos parâmetros dados pelo PPP, o projeto institucional varia em complexidade de acordo com a escola e com as próprias ações a que se destina: pode ir desde uma ação pontual, como promover uma melhora em um aspecto da aprendizagem, até um caráter mais global, como reorganizar espaços coletivos ou adotar estratégias para reduzir a evasão escolar.

Para Maura Barbosa, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa CEDAC, o projeto institucional é “um plano que cuida e não abandona os estudantes. Se a escola faz essa gestão, ela vai institucionalizando ações que, de fato, oportunizam aos estudantes um conhecimento em diferentes situações, não apenas ligadas à sala de aula”.

Beatriz Cortese fala sobre projeto institucional.
Beatriz Cortese. Foto: Divulgação

Coordenadora de projetos do CENPEC Educação, Beatriz Cortese alerta que é necessário um cuidado especial com o diagnóstico do problema que o projeto institucional pretende resolver.

Todo projeto institucional, esclarece a reportagem, inicia-se a partir de uma impressão que a equipe gestora da escola identifica, mas é preciso fazer um diagnóstico objetivo, visando a confirmar ou refutar essa impressão.

A primeira impressão é essencial para delinear o problema. No entanto, para eu buscar uma solução, preciso de um segundo olhar mais aprofundado para entender o que está gerando esse problema e (…) atuar melhor sobre ele.”

Beatriz Cortese

A especialista pontua que o projeto institucional também precisa ter viabilidade, condição esta que é dada pelo diretor da escola. “Os objetivos devem ser articulados com as possibilidades de execução. Se não for exequível, não adianta fazer”, diz Cortese. Esse é um dos motivos por que o projeto institucional precisa ser concreto e com metas específicas a curto e médio prazos.

Confira as estratégias básicas para o desenvolvimento do projeto institucional, segundo a reportagem, que traz também modelos semiprontos de projetos institucionais.

  1. Impressão e diagnóstico: qual é o problema que gostaríamos de resolver?
  2. Participação: como envolver a comunidade?
  3. Objetivos e funções: o que fazer na hora de aprofundar o projeto?
  4. Alinhamento de expectativas: quem faz o quê?
  5. Plano de ação: o que precisamos fazer para transformar o problema?

Leia a reportagem completa no site da Gestão Escolar

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