Projeto político-pedagógico: erros a evitar

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Projeto político-pedagógico: erros a evitar

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Você sabe o que é projeto político-pedagógico? Para que ele serve, como e por quem é definido? Ontem (6), a revista Gestão Escolar trouxe um especial sobre o PPP, destacando os 12 erros clássicos a serem evitados pelas escolas.

O projeto político pedagógico (PPP) é um documento que guia o planejamento, a execução e a avaliação de todas as ações da escola. Mecanismo introduzido pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases), o PPP funciona como um projeto guarda-chuva para estabelecer valores e critérios geradores de outros formatos de planejamento – como os projetos institucionais, projetos de formação continuada dos professores e planejamento didático.”

Renan Simão, na reportagem “12 erros clássicos do PPP para evitar”

O documento representa a chance de a escola – e a comunidade onde se insere – serem autores e agentes do processo pedagógico daquela unidade escolar, levando em conta suas especificidades e de seus alunos e as da comunidade em si. Por isso, a participação social, com diálogo e decisões democráticas tomadas em conjunto entre o corpo técnico da escola e as famílias, é essencial para produzi-lo.

“O PPP traz a localidade, a especificidade da escola. Seria uma bobagem desperdiçar a oportunidade de ter esse protagonismo para o documento”, diz, na reportagem, Priscila Arce, diretora da Emef Sebastião Francisco O Negro, na zona leste de São Paulo.

A elaboração do PPP, no entanto, também precisa considerar as diversas diretrizes brasileiras na área da educação, como a própria LDB, os Planos Nacional, Estadual e Municipal de Educação (PNE, PEE e PME), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o currículo municipal e as normas operacionais em nível nacional, estadual ou municipal.

Além disso, o PPP – que, desde o início do governo Bolsonaro, também tem sido conhecido por “PP”, já que o Ministério da Educação (MEC) eliminou a palavra “político” do nome – tem uma estrutura básica, que comporta missão, contexto e caracterização das especificidades locais, dados sobre aprendizagem, diretrizes pedagógicas e plano de ação.

Para Beatriz Cortese, coordenadora de projetos do CENPEC Educação, um erro muito comum é exatamente criar um PPP que não dialoga com os outros documentos. “Quando se pensa em um processo democrático e participativo de elaboração do PPP, é comum o foco ficar tanto nesse processo que se esquece que é preciso dialogar com documentos já existentes”, diz Beatriz. “As famílias não precisam saber da necessidade de articular o PPP à BNCC. Cabe à equipe gestora explicitar isso e garantir que aconteça”.

A especialista também aponta que outro equívoco é propor uma missão excessivamente genérica. Frases como “formar cidadãos críticos e participativos”, por exemplo, podem englobar inúmeros conceitos e formas de atuação, e não saber exatamente qual deles seguir pode mais prejudicar que direcionar as ações da escola.

Confira os 12 erros, segundo a reportagem:

  1. Tratar o PPP como burocracia;
  2. Copiar um modelo pronto ou até terceirizar o processo, encomendando o PPP para consultores externos;
  3. Desistir da ideia de participação quando os prazos apertam;
  4. Fazer debates apenas para constar na ata de reunião;
  5. Fazer uma caracterização abstrata das famílias e do entorno escolar;
  6. Construir um PPP sem alinhamento às diretrizes oficiais;
  7. Definir uma missão que não é clara ou não tem a ver com o restante do PPP;
  8. Buscar um PPP que evite discordâncias;
  9. Usar uma linguagem muito técnica na redação do documento;
  10. Não apresentar o PPP a quem chega no meio do processo;
  11. Apenas mencionar o protagonismo juvenil;
  12. Manter um documento que não acompanha as mudanças da escola.

Clique aqui para acessar a reportagem completa no site da Gestão Escolar

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