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O Dia da Educação, celebrado em 28 de abril, foi um marco instituído no Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar, no Senegal, no ano 2000, onde diversos países, incluindo o Brasil, firmaram um compromisso com o desenvolvimento da educação no mundo. Trata-se de um momento para refletir sobre o lugar que a educação ocupa na vida das pessoas e no projeto de país que queremos construir.
Falar de educação não é falar apenas da escola enquanto instituição. É tratar de processos que atravessam o cotidiano, que se constroem nas relações, que ampliam repertórios e que abrem – ou limitam – possibilidades ao longo da vida. A educação molda trajetórias, influencia escolhas e impacta diretamente as condições de participação social.
No entanto, em um país marcado por profundas desigualdades como o Brasil, essa experiência não se distribui de forma equitativa. As desigualdades sociais se refletem no acesso, na permanência e na qualidade da educação oferecida. Nesse contexto, a educação pública deixa de ser apenas um serviço e se afirma como uma agenda estruturante para a garantia de direitos e para o enfrentamento das desigualdades.
Por isso, o Dia da Educação também é um chamado: deslocar o tema do lugar de consenso superficial e recolocá-lo no centro do debate público, onde ele efetivamente precisa estar.
É a partir desse entendimento que o Cenpec propõe, ao longo deste mês, uma mobilização coletiva.
Entre os dias 26 e 28 de abril, educadoras(es), escolas, organizações e todas as pessoas que se relacionam com a educação em seu cotidiano são convidadas a ocupar redes sociais e territórios com uma pergunta comum: “Que educação queremos para o Brasil agora?”
A campanha se materializa por meio de lambes que podem ser baixados e compartilhados, tanto no ambiente digital quanto nos espaços físicos.
📢 Acesse aqui os materiais da campanha
Além dos posts, também disponibilizamos uma proposta de oficina para apoiar educadoras(es) que queiram trabalhar o tema em sala de aula.
Sua participação pode acontecer de diversas formas:
Mais do que uma ação centralizada, trata-se de um movimento que ganha potência justamente na diversidade de formas de participação. Ao compartilhar nas redes durante o período da mobilização, marque também o Cenpec (@cenpec_educacao), contribuindo para dar visibilidade e conectar diferentes iniciativas pelo país.
O Brasil vive um cenário em que diferentes projetos de futuro estão sendo formulados e disputados. Nesse contexto, embora a educação frequentemente apareça como consenso no discurso, ela nem sempre se traduz em prioridade nas decisões políticas.
Reafirmar a centralidade da educação pública é, portanto, tensionar esse cenário. É afirmar que não há desenvolvimento social, redução das desigualdades ou fortalecimento da democracia sem considerar as condições concretas em que a educação acontece.
Além disso, é fundamental ampliar a compreensão de que a educação não impacta apenas quem está hoje na escola. Seus efeitos se estendem por toda a sociedade: na formação de cidadãos, na qualidade do debate público e nas possibilidades de inserção social e econômica.
Colocar a educação no centro é reconhecer seu papel estruturante – e agir de forma coerente com essa centralidade.