Cadernos CENPEC: Formação de professores

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Cadernos CENPEC: Formação de professores

CADERNOS CENPEC. Formação de professores, São Paulo, v. 4, n. 2, 2014.
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Esta edição dos Cadernos CENPEC (v. 4, n, 2, de 2014) tem a formação de professores como dossiê temático. Assunto importante em todo o mundo, tem grande relevância no atual contexto brasileiro, que ainda precisa superar importantes lacunas na formação inicial e continuada dos professores.

O desafio é grande. Até 2024, de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE – Lei 13.005/14), o Brasil deve assegurar que todos os professores da educação básica tenham formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Segundo o Censo da educação básica 2018 (Inep), 84% dos professores que atuam no ensino fundamental e 94% dos que atuam no ensino médio têm graduação. Já na educação infantil, 70% são graduados. Embora as estatísticas indicam avanços (em 2014, os percentuais eram, respectivamente, 80%, 93% e 63%), ainda há desafios a superar para se universalizar a formação superior entre os docentes brasileiros.

Outro desafio diz respeito à formação continuada. Esse percentual também apresentou um aumento, passando de 24% em 2009 para 36% em 2017, segundo o Censo da educação básica 2018. O PNE prevê que 50% dos docentes tenham pós-graduação até 2024.

Clique aqui para acessar os Cadernos CENPEC v. 4, n. 2 (2014)

CADERNOS CENPEC. Formação de professores, São Paulo, v. 4, n. 2, 2014. Disponível em: <http://cadernos.cenpec.org.br/cadernos/index.php/cadernos/issue/view/14>. Acesso em: 3 jul. 2019.

Confira alguns dos destaques desta edição da Cadernos Cenpec:

Entrevistas com Bernardete Gatti: “O que se percebe é que a questão da docência é sempre relegada como se fosse algo menor” e com Ana Teberosky: “O que o professor pode fazer para melhorar a aprendizagem de seus alunos?”

Tradução de artigos de Lee S. Shulman: Conhecimento e ensino: fundamentos para a nova reforma e de Linda Darling-Hammond: A importância da formação docente.

Relato de Magda Soares sobre a experiência Formação de Rede: uma alternativa de desenvolvimento profissional de alfabetizadores/as, desenvolvida  no município mineiro de Lagoa Santa.

Confira o  índice completo da edição.


Cadernos CENPEC

Criada em 2006, a revista Cadernos CENPEC é destinada a pesquisadores e educadores, gestores e atores da sociedade civil organizada em favor da educação pública. Sua frequência é bianual. 

Em 2011, a revista passou a adotar o sistema de revisão por pares e tornou-se uma publicação on-line, com livre acesso, circulação e discussão de trabalhos publicados. 

O objetivo dos Cadernos CENPEC é fomentar a articulação entre ação educativa e pesquisa, por meio do debate de questões teóricas, resultados de estudos empíricos, bem como de princípios que orientem metodologias de intervenção na realidade educacional, no campo das políticas públicas, de programas ou de práticas educativas.


Este artigo é um dos produtos da pesquisa Remoção de professores e desigualdades em territórios vulneráveis
Período de realização: 2011 – 2014.
Parceiro: Fundação Tide Setubal 

Ementa:
O estudo investigou um dos mecanismos pelos quais as desigualdades socioespaciais interferem na alocação de professores em escolas municipais de São Paulo situadas na subprefeitura de São Miguel Paulista. O objetivo central foi verificar se as desigualdades socioespaciais e a composição sociocultural dos alunos interferem na alocação de docentes nas escolas por meio dos concursos de remoção.

Para verificação da hipótese de que o padrão de migração dos docentes se dá em direção a escolas de bairros menos vulneráveis e com público de maiores recursos sociais e culturais, foram analisados dados dos concursos de remoção de 2006 a 2011 de professores que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental, disponíveis no Diário Oficial da Cidade de São Paulo. 

Os resultados apontam que as escolas de entorno menos vulnerável e que concentram alunos com maiores recursos atraem professores que ocupam as melhores posições na carreira. As escolas de perfil oposto recebem os docentes com menores classificações nos concursos.