Educadores e políticas para o ensino médio

-

Educadores e políticas para o ensino médio

CENPEC. Boletim Educação&Equidade n. 5. São Paulo, ago. 2017. Pesquisa analisa percepções e reações de educadores a políticas públicas para o ensino médio
Imprimir

As políticas públicas educacionais nem sempre são implementadas de acordo com sua concepção. Nesse caso, muitas vezes os resultados divergentes são atribuídos a uma suposta “resistência” de educadores. Para muitos pesquisadores da educação, essa explicação é simplista. O contraste entre ideal e real ocorre porque a proposta inicial sobre ajustes e adaptações durante a implementação.

As escolas, com condições materiais e humanas singulares e díspares, são espaços em que essas políticas são vivenciadas e reinventadas. Ainda que as determinações sejam as mesmas, a maneira de interpretá-las e seus resultados não o são.

A pesquisa “Políticas para o ensino médio: o caso de quatro estados”, realizada entre 2015 e 2016 pelo CENPEC, com apoio da Fundação Tide Setubal, mostra que muitos educadores e gestores compreendem as políticas concebidas pelas secretarias de educação como desconectadas do contexto em que atuam. Essa percepção gera conflitos na implementação das iniciativas, que elas podem ser vistas como iniciativas que perturbam a cultura escolar.

ACESSE O BOLETIM EDUCAÇÃO&EQUIDADE

CENPEC. Boletim Educação&Equidade n. 5. São Paulo, ago. 2017.


Esta publicação é um dos produtos da pesquisa Políticas para o Ensino Médio: o caso de quatro estados
Período de realização: 2015 a 2016
Parceira: Fundação Tide Setubal

Ementa:
A pesquisa buscou descrever as políticas para o Ensino Médio nos estados do Ceará, Goiás, Pernambuco e São Paulo, analisando os pontos em comum, o impacto da diversificação da oferta concomitante de período parcial e integral, e as reações e percepções dos agentes escolares a essas políticas.

A pesquisa foi executada por uma equipe central de coordenação e grupos de pesquisadores locais nos quatro estados. Foram empregados métodos qualitativos (realização de entrevistas, visitas a escolas e análise de documentos) e quantitativos (análise de dados de bases públicas).

A principal conclusão é que há uma forte associação entre diversificação da matrícula – de período integral e parcial – e estratificação social.