Os projetos premiados e as menções honrosas do 1º Prêmio de Aprendizagem Solidária

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Os projetos premiados e as menções honrosas do 1º Prêmio de Aprendizagem Solidária

Instituições vencedoras vão receber apoio financeiro e formativo para continuar ou ampliar suas ações; veja lista completa
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Por Stephanie Kim Abe

Educação financeira, reeducação alimentar, violência contra a mulher, transculturalismo, combate ao preconceito, direitos trabalhistas, valorização da identidade, saúde pública, alfabetização e letramento… esses são alguns dos temas abordados pelos 12 projetos vencedores do 1º Prêmio de Aprendizagem Solidária – Experiências que transformam. Além deles, outros sete projetos foram selecionados para receber menção honrosa.

Conheça os premiados abaixo:

Categoria 1: Ensino Superior

• 1º Lugar
Saúde Única em Periferias
Instituição: Universidade de São Paulo (USP)
Local: São Paulo – SP

• 2ª Lugar
Projeto de Extensão Rodas de Filosofia e Transculturalismo: uma filosofia “de negociação”
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Local: Rio de Janeiro – RJ

• 3º Lugar
Do Local ao Global – A educação contextualizada e o diálogo intercultural nas novas estratégias de internacionalização da extensão e da aprendizagem solidária INTEREURISLAND no PPGESA: uma referência para o programa SCHOLAS CHAIRS proposto pelo Papa Francisco
Instituição: Universidade do Estado da Bahia (Uneb)
Local: Salvador – BA

Categoria 2: Educação Infantil e Ensino Fundamental – Anos iniciais

• 1º Lugar
Tramas e Territórios: tecendo diálogos entre arte, cidade e escola

Instituição: EMEI Professor Alceu Maynard de Araújo
Local: São Paulo – SP

• 2º Lugar
Programa de Educação Financeira
Instituição: Escola Municipal Dr. Isidoro Boucault
Local: Mogi das Cruzes – SP

• 3º Lugar
Projeto de Geração para Geração; Valorizando a Herança Cultural
Instituição: Escola Básica Municipal Tancredo de Almeida Neves
Local: Indaial – SC
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Menções honrosas

• Projeto horta escolar, sementes do amanhã!
Instituição: Escola Municipal Paulo de Almeida Costa
Local: Porto dos Gaúchos – MT

• Territórios brincantes: revelando as múltiplas formas de ser criança no extremo sul – vivências com a infância guarani
Instituição: EMEI Professor José La Torre
Local: São Paulo – SP

Categoria 3: Ensino Fundamental – Anos finais e Ensino Médio

• 1º Lugar
Nós cuidamos da Vila com o Vila Recicla
Instituição: Escola Municipalizada Santa Terezinha
Local: Petrópolis – RJ

• 2º Lugar
Um país chamado Grajaú: cartografia afetiva do bairro, suas histórias, personagens, coletivos e organizações sociais
Instituição: EMEF Padre José Pegoraro
Local: São Paulo – SP

• 3º Lugar
Nos Trilhos da Democracia
Instituição: Colégio Estadual Nelson Pereira Rebel
Local: Campos dos Goytacases – RJ
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Menções honrosas

• JADes – Juntos Acabaremos com o Desperdício
Instituição: Escola Estadual Professor Sebastião e Oliveira Rocha
Local: São Carlos – SP

• 14 Anos da Lei Maria da Penha
Instituição: Escola Estadual Garibaldina Fernandes Valadares
Local: Arinos – MG

• Mundo do Trabalho
Instituição: CIEJA Francisco Hernani Alverne Facundo Leite
Local: São Paulo – SP

Categoria 4: Organizações da Sociedade Civil

• 1º Lugar
Construindo e fortalecendo olhares
Instituição: Movimento Renovador Paulo VI
Local: Embu-Guaçu – SP

• 2º Lugar
Turma Que Faz multiplicando nas ondas do rádio
Instituição: Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge
Local: Alto Paraíso de Goiás – GO

• 3º Lugar
Ideias Incontidas – Ano V
Instituição: Associação EMCANTAR de Arte, Educação, Cultura e Meio Ambiente
Local: Uberlândia – MG
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Menções honrosas

• Projeto Rimas em Movimento
Instituição: Associação Paranaense de Cultura (APC)
Local: Curitiba – PR

• Programa de Apoio aos Estudantes das Escolas Públicas do Estado (PAESPE)
Instituição: Empresa Júnior de Engenharia Química e Engenharia Ambiental (PROTEQ Jr.)
Local: Maceió – AL


Prêmios e reconhecimento público

Os vencedores, para todas as categorias, receberão:

  • 1º lugar – R$ 15 mil + participação no Seminário Internacional de Aprendizagem Solidária 2021, em Buenos Aires;
  • 2º lugar – R$ 7 mil + curso a distância sobre Aprendizagem Solidária;
  • 3º lugar – R$ 5 mil + curso a distância sobre Aprendizagem Solidária.
Imagem de María Luna Kelly, coordenadora do Programa "Disseminação de aprendizagem e serviço solidário no Brasil" no CLAYSS - Centro Latino-americano de Aprendizagem e Serviço Solidário.
Imagem: Arquivo Pessoal

Este prêmio é importante tanto por reconhecer publicamente as experiências que podem ser multiplicadoras em seus territórios e suas redes, como por oportunizar aos projetos um salto qualitativo, ao contribuir concretamente para essas ações por meio de apoio financeiro e formativo

María Luna Kelly, coordenadora do Programa “Disseminação de aprendizagem e serviço solidário no Brasil” no CLAYSS – Centro Latino-americano de Aprendizagem e Serviço Solidário

Os projetos premiados participarão de cerimônia virtual que acontece no próximo dia 05 de dezembro, a partir das 10h, e marca o fechamento do 2º Seminário Internacional de Aprendizagem Solidária no Brasil, que ocorreu durante todos os sábados do mês de novembro.

Todas as organizações, instituições e escolas que participaram do 1º Prêmio de Aprendizagem Solidária – Experiências que transformam estão sendo convidadas para a cerimônia. Para acompanhar ao vivo, é preciso se inscrever no evento. A inscrição é gratuita.


Acompanhe a cerimônia virtual de premiação no dia 05/12 pelo canal no YouTube ou pela página no Facebook do Instituto Singularidades


Diversidade de temas e abordagens

Na categoria 1 de Ensino Superior, os premiados desenvolveram projetos de saúde pública, de combate ao racismo estrutural, e de enfrentamento à desigualdade social.

Entre as escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental – Anos iniciais (Categoria 2), foram premiados projetos da região Sul e Sudeste de valorização da identidade imigrante, de educação financeira e de desenvolvimento de ações e relações intergeracionais.

Dois projetos receberam menções honrosas: um que tem incentivado a produção orgânica e sustentável da comunidade rural (e que tem acontecido mesmo durante a pandemia), e outro que visa fortalecer as práticas de educação étnico-racial por meio do intercâmbio de experiências com um centro de educação e cultura indígena guarani.

Os projetos vencedores da Categoria 3 tratam de problemas ambientais, da valorização das potencialidades do território em diversas áreas (cultural, histórico, social, turístico), e do incentivo à participação política de crianças e adolescentes.

As três menções honrosas desta categoria buscam conscientizar os(as) envolvidos(as) sobre o desperdício de alimento e a necessidade de uma reeducação alimentar; a violência contra mulher e suas consequências, e os direitos trabalhistas e os desafios da inserção no mundo do trabalho.

Por fim, entre as organizações da sociedade civil (Categoria 4), os projetos vencedores focaram no desenvolvimento do protagonismo das crianças e dos adolescentes; na formação de jovens agentes culturais por meio da atuação em rádio comunitária; e no incentivo à leitura e na criação literária (com direito à publicação de livro coletivo).

A abordagem da alfabetização e do letramento por meio da cultura hip-hop e de promoção do acesso ao Ensino Superior de jovens em vulnerabilidade social renderam menções honrosas a outros dois projetos nesta categoria.


Escuta e diferentes lentes avaliativas

Os projetos finalistas foram analisados pela Comissão Julgadora, que foi composta tanto por especialistas convidados como por membros da Rede Brasileira de Aprendizagem Solidária.

Para ter maior legitimidade no processo de avaliação, convidamos personalidades do mundo da Educação, da Cultura, da Assistência Social, para que pudessem julgar os projetos por outras lentes avaliativas. Para nós, da Rede, foi importante escutar essas outras opiniões e avaliar de acordo com os critérios da Aprendizagem Solidária – que são a ação solidária, a proposta pedagógica, o impacto no território e o protagonismo dos participantes

Alexandre Isaac, coordenador de projetos do CENPEC Educação e membro da Rede Brasileira de Aprendizagem Solidária

Para María Luna, participante convidada da Comissão Julgadora, o trabalho realizado pela organização do Prêmio, tanto na sua elaboração e convocatória, quanto na avaliação dos projetos, foi bem estruturado.

“Conseguimos ter uma ideia mais sistêmica dessas experiências no Brasil, e assim olhar melhor para os pontos que podem ser melhorados, onde falta formação e os pontos fortes – um deles, por exemplo, é o da escola como lugar de escuta da comunidade e de agente de transformação da realidade local”, destaca.


Para continuar disseminando a rede

Para Alexandre Isaac, o 1º Prêmio de Aprendizagem Solidária foi exitoso ao cumprir com o seu objetivo de disseminar e dar visibilidade às boas práticas e experiências de projetos que articulam o conhecimento, o saber e as intervenções no território que impactam na melhoria da qualidade de vida da população local.

“Nós sabíamos que muitas pessoas já estavam realizando projetos dentro desta perspectiva – daí a qualidade dos projetos finalistas -, e conseguimos reconhecê-las publicamente, com selo e recursos, para que possam continuar trabalhando e inspirando outros”, defende.


Conheça também os finalistas do 1º Prêmio de Aprendizagem Solidária


O mais importante, a seu ver, é manter o vínculo e acolher as instituições, organizações e escolas participantes para continuar disseminando o conceito da Aprendizagem Solidária no ano que vem, e crescendo a rede de projetos que acreditam e colocam em prática essa pedagogia.

“O conceito da Aprendizagem Solidária ainda não tem uma grande aderência no imaginário da Educação e da Assistência Social no Brasil. Por isso, nossa perspectiva é agregar mais pessoas ao redor do tema, e propor processos formativos, debates, seminários e encontros, com caráter formativo e com o intuito de compartilhar experiências”, diz Alexandre.

O 1º Prêmio Aprendizagem Solidária – Experiências que transformam é uma iniciativa da Rede Brasileira de Aprendizagem Solidária (RBAS), com coordenação técnica do CENPEC Educação, do Instituto Singularidades, do Movimento Futuro, da Organização dos Estados Iberoamericanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) no Brasil e da Mori Educação, e apoio do Centro Latino-Americano de Aprendizagem e Serviço Solidário (CLAYSS).


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