Como implementar os currículos alinhados à BNCC

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Como implementar os currículos alinhados à BNCC

Princípios, tempos e espaços de ensino e aprendizagem, materiais pedagógicos, priorização e flexibilização curricular são alguns dos pontos abordados no guia do Movimento pela Base

Por Stephanie Kim Abe

Desde 2018, estados e municípios têm se debruçado nos seus currículos para a educação infantil e o ensino fundamental para que se alinhassem à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada em dezembro de 2017. A pandemia, que chegou em março de 2020 aqui no Brasil, dificultou a implementação desses currículos em algumas redes de ensino.

Nesse contexto, as equipes pedagógicas das secretarias e das escolas tiveram que analisar esses documentos e realizar a priorização e a flexibilização curricular, a fim de alinhar seu planejamento pedagógico com as demandas das(os) estudantes e as possibilidades de ensino e aprendizagem do ensino remoto.

Neste novo ano letivo, com a volta das crianças e adolescentes às aulas presenciais nas escolas, esse processo segue sendo necessário. A grande urgência e preocupação é a necessidade de recuperar as aprendizagens que ficaram defasadas nos últimos dois anos de pandemia. 

Capa da publicação

Para apoiar nessa empreitada, o Movimento pela Base, em parceria com a Undime, lançou o Guia de implementação dos currículos alinhados à BNCC para Educação Infantil e Ensino Fundamental.

O documento, com realização técnica da Comunidade Educativa Cedac, busca apoiar gestoras(es) e escolas a definir o que, como, para quê e quem ensinar, considerando a BNCC e as necessidades de cada estudante. 

Baixe o Guia,


Orientações e cuidados

O documento está organizado em 10 capítulos, trazendo desde o papel de cada um dos agentes envolvidos no processo de implementação (Ministério da Educação, conselhos de educação, gestoras(es), equipe pedagógica, educadoras(es) etc.) até a revisão da escola e do Projeto Político Pedagógico (PPP) para que também se alinhe à BNCC. 

Também são discutidos os princípios para a implementação dos documentos, a importância de pensar novos tempos e espaços de ensinar e aprender, o foco na formação continuada e os materiais pedagógicos necessários.

O Guia aborda ainda a questão da avaliação e do acompanhamento, sempre contextualizando esse processo ao período pandêmico em que vivemos. No evento virtual de lançamento do Guia, ocorrido no dia 1º de fevereiro, Roberta Panico, diretora executiva da Comunidade Educativa Cedac, convidou:

Vamos olhar para essas aprendizagens e começar a pensar esse processo de flexibilização e priorização curricular a partir desses saberes construídos no ensino remoto.”

Roberta Panico

A diretora comentou também sobre os cuidados que as redes precisam ter na hora de pensar seus currículos:

Foto: reprodução

Eu ainda vejo pouco protagonismo dos educadores sobre os seus currículos. A gente ainda vê currículos que são meio cópias da Base, e eles não podem ser assim, porque ela é uma base para produção. Então esses currículos precisam trazer mais identidade locais, e esse movimento de flexibilização dos currículos que temos vivido por conta da pandemia tem colocado isso em discussão. Chegamos agora no momento de repensar as nossas práticas. Não adianta a gente continuar numa perspectiva conteudista só, porque a Base não traz isso. Ela envolve outras dimensões, traz uma perspectiva de ensino por competências. E isso é muito bacana.”

Roberta Panico

Confira o evento virtual de lançamento do Guia:

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