Governo de SP propõe fracionar férias escolares de julho

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Governo de SP propõe fracionar férias escolares de julho

Proposta contempla reduzir as férias do meio do ano para 15 dias e dispor o período restante em abril e outubro. Mônica Gardelli Franco, do CENPEC, alerta para a necessidade de ouvir professores
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O governo de São Paulo, por meio do secretário de Educação, Rossieli Soares, sinalizou mudanças no calendário escolar que deverão afetar as férias de julho: a proposta é fracionar as férias em três períodos ao longo do ano. Confira a reportagem da rádio Jovem Pan sobre o tema e os comentários da diretora-executiva do CENPEC, Mônica Gardelli Franco.

Professores precisam avaliar medida

De acordo com a proposta, as férias de julho deverão ter 15 dias, em vez do mês habitual. Os dias restantes deverão ocorrer em abril (uma semana) e em outubro (mais uma semana), ao fim do terceiro bimestre.

Segundo Rossieli Soares, que negocia a adesão dos municípios, a ideia tem base em estudos e experiências em outros países e no Espírito Santo. A proposta supostamente trará benefícios para a aprendizagem dos alunos, além de fomentar o turismo em época de baixas temporadas, mas especialistas alertam para a necessidade de discutir a ideia.

Para Mônica Gardelli Franco, por exemplo, o ganho de aprendizado precisa ter evidências claras. Além disso, é fundamental que os professores sejam envolvidos na discussão: “Muitos desses professores não trabalham apenas na rede estadual: trabalham também em outras redes de ensino, como as redes privadas ou redes municipais (…). No fim da mudança, é possível que eles não tenham ganho nenhum em termos de qualidade no seu descanso, que é de direito”.