Erundina: “Não se pensa em políticas de educação, apenas em coibir certas práticas”

-

Erundina: “Não se pensa em políticas de educação, apenas em coibir certas práticas”

Deputada comenta a importância de Freire para pensamento crítico e para a educação brasileira
Imprimir

Paulo Freire voltou a ser alvo de críticas. O título de patrono da educação brasileira, concedido ao educador em 2012, é amplamente contestado pelo presidente. Até mesmo uma deputada filiada ao PSL (SC) protocolou um projeto de lei para revogar a homenagem ao filósofo e pedagogo, alegando que “Paulo Freire não nos representa”.

Em entrevista à Carta Capital, a deputada federal Luiza Erundina comentou: “Em 2017, um grupo de bolsonaristas encaminhou uma sugestão legislativa ao Senado, através da Comissão de Legislação Participativa e Direitos Humanos, propondo a cassação do seu título de patrono”.

O tributo ao educador foi proposto pela própria Erundina (Lei 12.612) como forma de “homenagearmos o grande educador, mestre que foi. Ele não precisava de título para oferecer ao mundo o que fez”.

Erundina, que, em sua gestão na prefeitura de São Paulo (1989-1993), também havia nomeado Paulo Freire secretário de Educação do município, relembra que o projeto de lei foi aprovado por unanimidade.

Leia a entrevista

Paulo Freire Sempre Vivo

Hoje (02/05), faz 22 anos da morte do pedagogo Paulo Freire. Em sua homenagem, O CENPEC relembra a trajetória do educador, com a hashtag #PauloFreireSempreVivo.

Confira a reportagem