Analfabetos do século XXI

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Analfabetos do século XXI

Reportagem especial do portal UOL Educação destrincha as causas e consequências do analfabetismo no Brasil
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Com dados inéditos, a pesquisa sobre analfabetismo no Brasil realizada pelo Instituto Paulo Montenegro e Ibope é tema de reportagem especial no portal UOL Educação. A matéria é assinada pelos jornalistas Diego Moura, Luíza Caricati e com colaboração da repórter Júlia Mandil, direto de Hamburgo (Alemanha).

A reportagem, em parceria com o Eder Content, destrincha a pesquisa do Instituto Paulo Montenegro e fornece informações atuais, infográficos e depoimentos em vídeo de jovens com mais de 15 anos em processo de alfabetização no estado de São Paulo.

A pesquisa aplicou questionários de alfabetização para definir quem é analfabeto absoluto – não sabe nem ler e escrever – além de apurar o nível real de aprendizado de quem foi a escola. Mais de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos, moradoras em áreas rurais e urbanas de todo o país foram entrevistadas.

Foto: Pixabay/Repodução

Os números fazem parte do Índice Nacional de Analfabetismo Funcional (Inaf), criado para avaliar o grau de alfabetização dos brasileiros. Segundo a reportagem, a avaliação de 2018 mostrou que 17% dos jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos ou analfabetos funcionais, ou seja, não compreendem um texto simples.

Ana Lima, coordenadora do Inaf, defende em entrevista uma educação básica forte e focada em realmente alfabetizar as crianças para quebrar o círculo vicioso de jovens adultos com baixa escolaridade. Com pouca ou nenhuma formação, os jovens só conseguem trabalhos de baixa remuneração, mantendo assim sua baixa renda, afirma a especialista.

Coordenador da Unidade de Educação de Jovens e Adultos, da ONG Ação Educativa, Roberto Catelli Jr também comenta como as condições de vida influenciam diretamente a alfabetização. Segundo Catelli Jr, ao falar em analfabetos no Brasil, estamos falando da população de baixa renda, visto que “quanto mais elevada a renda, mais elevado é o nível de alfabetização”.

A reportagem aborda também o método Paulo Freire usado em programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no estado de São Paulo e faz um panorama da educação na Alemanha, que, apesar de ser um dos países mais ricos do mundos, possui 14% da população analfabeta.

Leia a reportagem na íntegra

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