Especialista comenta qual o futuro da educação integral brasileira?

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A educação integral e as mudanças no Novo Mais Educação

Coordenadora de projeto do CENPEC Educação, Guillermina Garcia comenta a reestruturação do programa Novo Mais Educação, anunciada pelo MEC
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Após dizer que pretendia extinguir o Novo Mais Educação, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o Ministério da Educação (MEC) anunciou, na quarta-feira (14), que o programa deverá sofrer reestruturação.

Segundo o anúncio, feito durante o Fórum da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a reestruturação será realizada em conjunto com a própria Undime e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

O Ministério esclareceu três pontos da nova política:

  1. Carga horária de cinco horas diárias para o turno regular do Ensino Fundamental II;
  2. Parcerias entre escolas e universidades e a disponibilidade dos espaços de ensino superior para aulas de educação básica;
  3. “Nota extra” nas avaliações externas para as universidades que adotarem esta parceria.

A pasta não especificou, porém, qual será o planejamento para as políticas de educação integral. Por isso, a revista Nova Escola entrevistou especialistas em educação integral para repercutir as medidas anunciadas. Entre eles, Guillermina Garcia, coordenadora de projetos do CENPEC Educação.

A coordenadora de projetos Guillermina Garcia.
Foto: Arquivo CENPEC Educação.

A coordenadora esclareceu conceitos sobre educação integral e comentou o impacto real das possíveis mudanças na sala de aula. “O aumento da carga horária de quatro para cinco horas é uma novidade na maior parte das redes”, disse ela.

Segundo Guillermina Garcia, pesquisas comprovam que quatro horas diárias, carga horária praticada na maioria das escolas brasileiras, não são suficientes para uma educação de qualidade – mas também é preciso analisar a proposta pedagógica que chega com a mudança.

A ampliação do tempo é uma condição para o tempo integral, mas não é suficiente.”

Guillermina Garcia

Garcia também destaca os riscos da descontinuidade de políticas públicas. “Quando há mudanças drásticas de diretrizes, se esvazia o que foi feito. As rupturas não contribuem para aprimorar as políticas de educação integral”, diz.

Leia a reportagem na íntegra

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