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Sistematização de uma metodologia

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Nesta publicação são descritas todas as etapas do programa Jovens Urbanos, desde a fase de elaboração até a implantação e execução. Iniciativa da Fundação Itaú Social, com a coordenação técnica do CENPEC, o objetivo do Jovens Urbanos éformar jovens das periferias de metrópoles brasileiras com base na educação integral, por meio de atividades socioculturais, especialização profissional e formação cidadã.

Acesse aqui a publicação Jovens Urbanos: sistematização de uma metodologia.

Com 134 páginas, a publicação se divide em sete capítulos. O primeiro aborda “As circunstâncias de vida das juventudes urbanas”, com base na constatação de que a maioria dos jovens de periferia não têm acesso a serviços públicos e a recursos que permitam seu deslocamento pela cidade.

“Crenças e valores do Programa Jovens Urbanos” é o título do segundo capítulo, que analisa a diversidade de grupos juvenis (religiosos, políticos, artísticos) e suas características culturais.

O terceiro capítulo, “A proposta do Programa Jovens Urbanos”, aborda a construção e a afirmação de novas identidades socioculturais juvenis, dissociadas do estigma negativo e discriminatório atribuído aos jovens.

Nos capítulos restantes, os autores descrevem as etapas da implementação do Programa Jovens Urbanos sob os tópicos “Ações preparatórias”, “Execução do Programa”, “Acompanhamento dos Projetos de Intervenção dos Jovens” e “Monitoramento”.

As “Ações preparatórias” têm como base o respeito às singularidades e ao contexto social dos territórios. Fazem parte dessa etapa a prospecção da cidade e a definição e análise das áreas de intervenção. A partir daí acontecem a escolha das organizações executoras, a seleção de educadores e coordenadores, a seleção de jovens e de assessores tecnológicos e o estabelecimento de parcerias com o poder público.

A “Execução do Programa” envolve a formação de educadores, coordenadores, ONGs e o seu público final, os jovens. Ao longo de 10 meses, o Programa investe na formação continuada dos profissionais envolvidos (mediante visitas técnicas, encontros regionais e encontros gerais) e na formação dos jovens de periferia por meio de exploração do território, registro cartográfico, experimentações, produção de materiais, elaboração e implantação de projetos socioeducativos.

O “Acompanhamento dos Projetos de Intervenção dos Jovens” constitui importante estratégia de suporte e aprimoramento das ações desenvolvidas pelos jovens e é executado tanto pelas ONGs como pela equipe de coordenação técnica do programa.

Finalizando, o “Monitoramento” do Programa Jovens Urbanos é permanente e contínuo, com o objetivo de checar o progresso das atividades com base em propósitos e metas. A confecção de relatórios periódicos permite que todas as informações reunidas sejam usadas na tomada de decisões em prol do aperfeiçoamento do Programa, quer nas ações preparatórias, quer durante sua execução. É possível visualizar modelos de documentos utilizados para o monitoramento e relatórios de ações realizadas em bairros de periferia, desde a prospecção do local até a implementação das atividades.