Novo ministro assume MEC em meio a crise

Abraham Weintraub substitui Vélez Rodríguez após gestão marcada por polêmicas. Mônica Gardelli Franco, do CENPEC, e outros especialistas em educação comentam desafios

POR JOÃO MARINHO | 09/04/2019

Os desafios que Abraham Weintraub, empossado esta semana pelo presidente Jair Bolsonaro, deve enfrentar no Ministério da Educação (MEC) foram destaque do Jornal das 10, da Globo News, na noite de ontem (08), que contou com análises de Mônica Gardelli Franco, diretora-executiva do CENPEC, e outros especialistas em educação. Assista ao vídeo.

Fundeb, formação de professores e equipe de trabalho

Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub. Foto: Divulgação/Casa Civil da Presidência da República.

“Temos um universo de 50 milhões de estudantes que dependem (…) direta ou indiretamente do Ministério da Educação. Ele [Weintraub] precisa olhar para a discussão do Fundeb, que é urgente, e colaborar para que o novo Fundeb seja aprovado”, disse Mônica Gardelli.

Para Camila Pereira, diretora de educação da Fundação Lemann, “muitos atores do setor, que vêm trabalhando em educação, têm prioridades claras, como, por exemplo, a implementação da Base Nacional Comum Curricular, a formação dos professores no Brasil (…) e a discussão do novo Fundeb, que vai garantir financiamento para a educação básica pelos próximos anos”.

A escola de Abraham Weintraub foi vista com surpresa pelos especialistas. “Eu mesma não o conhecia, não tenho referências dele no quesito educação”, comentou Mônica.

Segundo Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação, há histórico de ministros vindos de outras áreas que foram positivos: “Já tivemos experiência no Ministério da Educação em que ministros que não são da área conseguiram avançar uma agenda importante (…). O fator-chave nessa situação é a montagem da equipe”.

 

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