Brasil é o último colocado em ranking sobre reconhecimento docente

Estudo divulgado pela Varkey Foundation pesquisou 35 países em relação à percepção da população sobre o trabalho dos professores

 

 

 

 

 

 

 

O Índice Global de Status de Professores (GTSI), divulgado pela Varkey Foundation, coloca o Brasil na última posição entre 35 países pesquisados em relação à percepção da população sobre o trabalho docente. Para a composição do resultado foram entrevistadas mil pessoas em cada país, de 16 a 64 anos, além de 5,5 mil docentes. Em uma escala de zero a 100, na qual quanto mais alto o número, maior o prestígio do professor, o Brasil conquistou dois pontos.

Na primeira divulgação do estudo, em 2013, o país ocupava a penúltima posição entre 21 países pesquisados. É possível dizer, portanto, que regredimos, nos últimos cinco anos, no que se refere à valorização docente. Os números brasileiros são ainda mais preocupantes quando confrontados com o resultado global, que indicou crescimento do prestígio docente em relação ao resultado da primeira pesquisa.

O status docente no Brasil e no mundo

O Índice Global de Status de Professores (GTSI) aponta que apenas 9% dos pesquisados brasileiros acreditam que os alunos valorizam seus professores. Como comparação, 81% dos chineses entendem que a relação entre estudantes e docentes é pautada pelo respeito. Até como reflexo do pouco prestígio docente identificado no país, somente 20% dos pais brasileiros afirmam que encorajariam seus filhos a seguir na carreira. Na China, primeiro país do ranking neste relatório, 55% dos pais incentivariam seus filhos a se tornarem professores.

O estudo também revelou que o desempenho dos estudantes está relacionado com a valorização docente: os países com melhores notas no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), são justamente aqueles que mantêm alto reconhecimento do seu corpo docente.

Propostas para o futuro docente

Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, ressalta a necessidade de investimento na formação inicial dos professores, visto que a universalização da Educação Básica exigiu um número expressivo de novos docentes em sala de aula em um tempo relativamente curto. Neste sentido, Altenfelder enfatiza: “Tudo isso fez a educação se desvalorizar e a própria formação docente também. A ampliação do acesso deveria ter acontecido com qualidade. Esse é o nosso grande desafio como país: prover educação de qualidade para todos”.

Confira a íntegra da reportagem

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