RNSP lança Mapa da Desigualdade e atualiza números do abismo social existente na capital paulista

RNSP lança Mapa da Desigualdade e atualiza números do abismo social existente na capital paulista

RNSP lança Mapa da Desigualdade

Aconteceu na manhã de 19 de maio, no Sesc Consolação, em São Paulo, o lançamento do Mapa da Desigualdade da capital paulista. Organizado pela Rede Nossa São Paulo, o material disponibiliza os índices que comprovam como o abismo social persiste na cidade. “A principal questão na cidade é a desigualdade social, todos os demais problemas decorrem daí. Estes números são uma vergonha para a cidade, uma mancha para todos os paulistanos”, afirmou o coordenador geral da Rede, Oded Grajew, que em conjunto com Maurício Bronizi, coordenador executivo da organização, apresentou os dados.

Um exemplo do abismo social existente entre as diversas regiões da cidade é o índice de gravidez na adolescência  – porcentagem de nascidos vivos cujas mães tinham 19 anos ou menos, sobre o total de nascidos vivos de mães residentes. No distrito de Marsilac, extremo sul da capital paulista, esse indicador é de 26,21. Já em Moema, região nobre da cidade, o índice é de apenas 0,585, ou seja, 45,45 vezes menor.

Outro dado que chama a atenção é o percentual de crianças que em 2014 não conseguiram vagas em creche: 45%. “Temos aqui um enorme déficit e um desafio que a cidade precisa enfrentar de forma urgente, que é colocar nossas crianças na educação infantil”, defendeu Maurício Bronizi. A meta é zerar os zeros.

Além disso, em diversos subdistritos da capital há a ausência total de equipamentos culturais (bibliotecas, cinemas e teatros).

O Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy, que também esteve presente na atividade, se disse preocupado com o aumento da quantidade de pessoas que residem em domicílios localizados nas favelas. Ele se comprometeu a levar os dados para a administração municipal, em especial, para o prefeito Fernando Haddad.

O lançamento do Mapa da Desigualdade foi também uma oportunidade para organizações da sociedade civil e cidadãos paulistanos defenderem alguns temas importantes. Como a leitura do manifesto contra a redução da maioridade penal elaborado por iniciativa do Grupo de Trabalho Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo, que conta com o apoio de dezenas de organizações da sociedade civil, dentre elas o Cenpec.

A defesa do Parque Augusta como um espaço público municipal sem prédios e a leitura do “Manifesto Pró-Parques e Áreas Verdes em São Paulo” foram outros pontos de destaque do encontro.

Por fim, o evento teve ainda o lançamento público da proposta de regulamentação de plebiscitos na cidade de São Paulo, promovida pelo GT de Democracia Participativa da RNSP. A ideia é que os paulistanos possam ser consultados – por meio de plebiscito – antes da realização de obras de grande impacto no município. Esta será uma reivindicação da recém-criada Frente Parlamentar pela Democracia Direta da Câmara Municipal

Para o professor e jurista Fábio Konder Comparato, da Escola de Governo, tal ação se faz necessária para desmontar o poder das oligarquias no Brasil. “Isso significa criar uma democracia onde o povo tenha o poder de fato e seja dirigido ao bem comum, além de criar um sistema de controle de todos os poderes”.

Acesse a íntegra do Mapa da Desigualdade da cidade de São Paulo.

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