O Globo: Ensino religioso é alvo de críticas e debate nas escolas do Rio

O Globo: Ensino religioso é alvo de críticas e debate nas escolas do Rio

O GLOBO | 29/09/2017

Em decisão polêmica, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quarta-feira (27) que as escolas públicas do país podem continuar a oferecer ensino religioso confessional, permitindo a promoção de apenas uma crença, e que as aulas — de matrícula facultativa — sejam ministradas por representantes de um credo específico. Segundo a Secretaria municipal de Educação, os pais podem optar, caso decidam inscrever seus filhos, por aulas de catolicismo, protestantismo ou de religiões de matrizes africanas.

Atualmente não existe uma diretriz sobre como o ensino religioso deve ser ministrado no país. Há apenas a garantia pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de que a disciplina deve ser oferecida no ensino fundamental, ainda que a matrícula não seja obrigatória. Desta forma, cada secretaria de educação adota um tipo de prática.

Para a socióloga Neca Setúbal, fundadora e integrante do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), cabe à sociedade evitar a promoção de uma só crença nas escolas. Segundo ela, a religião pode despertar fanatismo e gerar intolerância, por isso diz respeito ao âmbito privado. No entanto, como há previsão de seu ensino na lei, é recomendável adotar uma abordagem mais plural:

— A medida do STF pode vir na contramão da necessidade de um maior diálogo — avalia. — O Brasil é um país com muitas crenças e espiritualidade, e isso precisa ser respeitado. É muito interessante um ensino que apresente as diferentes religiões em termos históricos.

Para ler a íntegra da reportagem, clique aqui.

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