Notícias

Plataforma do Letramento

Tamanho da fonte: A- A+ imagem_evento

Publicada: 03/09/2013

Fruto de parceria de 10 anos entre Cenpec e Fundação Volkswagen, Plataforma compartilha conhecimento acumulado

A Plataforma do Letramento é resultado de conhecimentos acumulados ao longo de 10 anos de parceria entre o Cenpec e a Fundação Volkswagen. Como um dos fios condutores das iniciativas realizadas conjuntamente pelas duas instituições, o trabalho com leitura e escrita tendo como perspectiva a ampliação do letramento sempre esteve presente nos projetos implementados.

 
Uma das bandeiras defendidas pelo Cenpec e abraçada pela Fundação, o letramento é entendido como direito, condição fundamental para formação de indivíduos autônomos, para o exercício da cidadania e a participação ativa nas mais diversas esferas do mundo social.

 



A proposta da Plataforma é justamente a de compartilhar essa expertise produzida em uma década de atuação com os projetos em diferentes territórios, contextos e públicos, estimulando o debate, a troca de experiências e, principalmente, contribuindo com a formação dos educadores envolvidos nesta causa. 

 
Para tanto, além de disponibilizar os materiais e publicações elaborados no âmbito dos projetos em parceria com a Fundação Volkswagen (Brincar, Entre na Roda, Estudar Pra Valer e Aceleração da Aprendizagem), também serão oferecidas oficinas on-line abertas à participação e fóruns de discussão para o intercâmbio de experiências entre educadores.

 
Saiba mais sobre a metodologia de cada projeto e como a questão do letramento é trabalhada na formação dos projetos:

 
Entre na Roda

 


Criado em 2003, o Entre na Roda foi pensado, inicialmente, para atender educadores de escolas públicas, formando-os para o trabalho com a leitura ‘não escolarizada’, envolvendo ainda pais e comunidade em ações de leitura dentro e fora das escolas.


“A proposta é prepará-los para formar alunos leitores capazes de se aproximar dos livros e de outros suportes, para ler, sem a obrigatoriedade de responder questões de entendimento ou interpretação ou ainda preencher fichas”, explica a coordenadora e uma das idealizadoras do projeto, Maria Alice Armelin. A dissociação entre leitura e obrigação – ou a associação entre conhecimento e prazer – é um dos pressupostos do projeto, desfazendo a ideia de que a leitura de fruição é uma atividade menor, permitida apenas aos alunos que já acabaram de fazer as atividades “sérias”.

 
Nas oficinas do Entre na roda, os educadores entram em contato com diferentes gêneros textuais vinculados à literatura (contos da tradição oral, contos de autores clássicos e modernos, crônicas, romances, novelas, textos teatrais, poemas) e também a outras esferas da comunicação (textos jornalísticos e de divulgação científica). 

 
“Apesar do foco sobre os textos literários, o projeto reconhece que a familiaridade com outros gêneros que circulam numa sociedade letrada também é fundamental para a formação do leitor, tendo em vista que, a todo o momento, ele é solicitado a ler com diferentes finalidades, para fazer frente a todos os desafios que a vida moderna lhe impõe”, afirma a coordenadora. 

 
Inicialmente voltado a profissionais que atuam em bibliotecas de escolas públicas, o projeto foi ampliando progressivamente seu escopo de ação, passando a formar também profissionais que desenvolvem ações de incentivo à leitura nos mais variados espaços, como hospitais, presídios, asilos, associações de moradores, entre outros.


(Clique sobre a imagem para ampliar)


 
Brincar

 


Iniciado em 2005, o Projeto Brincar tem como objetivo expandir o tempo e o espaço do brincar dentro da escola e fora dela também.  Para tanto, atua na formação de educadores, trabalhando com eles concepções de infância, criança, tempo e espaço do brincar, além de propor a vivência pelos educadores de um repertório de brincadeiras. “Acreditamos que para o professor brincar com as crianças e compreender o que é o brincar ele também precisa brincar, isto é, passar pela experiência com o próprio corpo”, explica a coordenadora do projeto, Maria Lúcia Medeiros.

 
A questão do letramento também é trabalhada projeto, seja conceitualmente, por meio da leitura e estudo de textos sobre o tema, seja por meio de atividades que envolvem o contato com as letras. “O contato das crianças com o livro e com as contações de história também são um momento lúdico. Elas brincam com as palavras nas parlendas, nos trava-línguas, nas cantigas de rodas. Tudo isso desenvolve a linguagem oral, a memória, as narrativas, propiciando para criança autonomia física e emocional, elementos fundamentais para que ela se alfabetize na idade certa”, afirma Maria Lúcia. 

 
Ao longo de sua trajetória, o Brincar foi reconhecido pela sua proposta inovadora, ao propor um olhar diferenciado para a infância, estimulando a reflexão sobre a cultura da infância e a compreensão do brincar como direito da criança. Foi agraciado em 2008 com o Prêmio Criança, promovido pela Fundação Abrinq, e com os Prêmios Ludicidade/Pontinhos de Cultura, concedido pelo Ministério da Cultura, nas edições de 2008 e 2010.

 
“Um dos méritos da Fundação Volkswagen foi de em nenhum momento ter aberto mão da educação infantil, consciente da importância de se ter a primeira infância incluída nos seus projetos. Foi um projeto que começou pequeno, com poucas turmas, e devagarzinho foi crescendo”, pensa. Desde que foi criado, o Brincar já formou cerca de 1.600 educadores de 502 instituições de ensino em 146 cidades, beneficiando em torno de 145 mil crianças.




Estudar pra Valer

 


No caso do Estudar pra Valer!, iniciado em 2003, as ações tinham como foco o desenvolvimento das capacidades leitora e de produção de texto de alunos do 1º ao 9º ano. Para tanto, trabalhava com gêneros discursivos, que possibilitam o ensino contextualizado da língua. Embora o projeto tenha sido encerrado em 2012, suas concepções foram incorporadas ao projeto Aceleração de Aprendizagem.

 
“Entendemos a leitura e a produção de texto não só como técnicas em si, mas considerando o uso da leitura e produção de textos nos diferentes contextos da vida dos alunos”, explica Suely Bernardi, que coordenou o projeto desde o início das suas atividades e atualmente integra a equipe do projeto Aceleração.

 
Ela cita como exemplo uma atividade em que é proposta a troca de correspondência entre colegas. “Existe um uso social, isto é, o aluno escreve não só para fins escolares, para o professor, mas para diferentes interlocutores”, afirma. 

 
“Uma professora [que passou pelas formações do projeto] contou que um dos seus alunos a procurou, dizendo como aquela atividade tinha sido importante, porque a partir daquele aprendizado ele escreveu para o pai, que estava preso, e recebeu do pai uma carta em resposta, dando notícias. Então, esse aluno levou para vida dele essa situação de escrever para alguém com quem ele não estava em contato direto”. 

 
Na avaliação de Suely, nos dez anos de trabalho em conjunto com a Fundação estabeleceu-se uma relação de respeito e confiança entre as duas instituições. “Sempre tivemos essa compreensão por parte da Fundação em relação à necessidade de ampliar o projeto, de atualizá-lo, de mantê-lo em diálogo com o local em que ele é implantado. Esse sempre foi um aspecto bastante positivo, no sentido de termos na Fundação um parceiro que nos apoia e sempre reconheceu o trabalho feito”, pensa a coordenadora.
 
Aceleração da Aprendizagem
O mais novo dos projetos implantados na parceria Cenpec/Fundação Volkswagen, o Aceleração da Aprendizagem teve início em 2011, a partir de uma demanda do município de Resende (RJ). Tem como objetivo combater os índices de distorção idade-série, utilizando como estratégia a criação de classes de aceleração para alunos multirrepetentes. A metodologia foi desenvolvida pelo Cenpec ao longo de 16 anos de trabalho com correção de fluxo escolar. Em 2013, o projeto foi ampliado, passando a atuar também em cinco cidades do Espírito Santo.


Comentários(0)

Observação: as opiniões aqui publicadas são de responsabilidade apenas de seus autores. Os números de IP dos responsáveis pelos comentários estarão à disposição de vítimas de eventuais ofensas veiculadas neste espaço.

O que fazemos

  • Assessoria as políticas educacionais, sociais e culturais
  • Formação de agentes educacionais, sociais e culturais
  • Implementação de programas e projetos
  • Produção e disseminação de conhecimento

Como fazemos

Nossas Redes

Abong Rede Nossa São Paulo Rede primeira infância Todos Pela Educação