Boletins Educação e Equidade

Os boletins Educação e Equidade comunicam resultados de estudos e pesquisas desenvolvidas pelo Cenpec com o objetivo de incidir no debate público, em práticas pedagógicas e políticas educacionais que reduzam as desigualdades e promovam equidade. Confira abaixo a última edição do Boletim.

Boletim 01 – A conclusão da educação básica entre os jovens de 18 a 29 anos

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Em 2014, 14,7 milhões de jovens entre 18 e 29 anos não concluíram o ensino médio, a etapa final da educação básica e obrigatória no Brasil. Uma parte deles continua estudando no ensino fundamental e médio, mas a maioria abandonou a instituição escolar. É o que demonstra pesquisa realizada pelo Cenpec, que analisa dados oficiais sobre o tema no período entre 2005 e 2014.

A investigação ainda mostra que a baixa renda familiar, que impulsiona esses jovens a ingressar mais cedo no mundo do trabalho, deve ser considerada como um elemento importante, ao lado de outros, para compreender o abandono da escola. Mostra, além disso, que as relações étnico-raciais e de gênero também fazem parte desses elementos que podem explicar a evasão escolar dos jovens, pois ela é maior entre os negros e os estudantes do sexo masculino.

Boletim 02 – Melhoria do desempenho em Língua Portuguesa no ensino fundamental no Ceará é acompanhada de melhoria da quidade entre os alunos

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O Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), cujo foco é alfabetizar todos os alunos até os 7 anos de idade, pode ser apontado como um dos responsáveis pela melhoria dos indicadores educacionais no estado do Ceará. De 2007 até 2011, os alunos da primeira etapa do Ensino Fundamental, pobres ou não, tiveram um aumento na proficiência em Língua Portuguesa. O impacto médio do Paic varia de 9 a 11 pontos percentuais (p.p.) e, em escolas cuja maioria dos alunos é pobre, há um impacto adicional que varia entre 2 a 6 p.p..

A pesquisa feita pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) permite afirmar que a grande contribuição do Paic foi desenvolver e implementar ações consideradas fundamentais para a promoção da equidade escolar – situação em que todos os alunos, independentemente da situação de origem, atingem níveis adequados de resultados, entre eles a aprendizagem em Língua Portuguesa –, que será detalhada mais adiante.

Boletim 03 – Reprovação escolar:  adesão depende das crenças que o professor tem sobre avaliação e justiça e do acesso a pesquisas sobre o tema.

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Os professores que são mais favoráveis à reprovação tendem a ser adeptos de conceitos específicos sobre avaliação e justiça escolar. Em relação à justiça na distribuição do conhecimento, esses educadores geralmente acham que os alunos devem receber o mesmo tratamento, independentemente da origem social, e ser reconhecidos segundo o talento ou mérito (é a justiça meritocrática, que se contrapõe à corretiva e à igualdade de tratamento). Quanto à avaliação, acreditam que ela tem de levar em consideração o desempenho do aluno em relação ao grupo-classe, por meio da comparação entre os pares (avaliação normativa).

Esse é um dos principais resultados da pesquisa Crença de professores sobre reprovação escolar, realizada com professores dos ensinos fundamental e médio de todo o país. Trata-se de uma amostra de conveniência obtida junto a docentes que participaram, em 2014, da plataforma de um programa de formação de professores de escolas públicas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Educação Comunitária (Cenpec). Cerca de 5.500 docentes (6% do total de inscritos na plataforma) responderam ao questionário. A amostra tende a representar profissionais que estão em busca de formação continuada. No caso dos que atuam nos anos finais dos ensinos fundamental e médio, representa apenas professores de língua portuguesa.

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