Construção de Base Curricular é passo importante para promoção da equidade, mas não o único, defende CENPEC

Construção de Base Curricular é passo importante para promoção da equidade, mas não o único, defende CENPEC

Em audiência sobre a BNCC do ensino médio, Anna Helena Altenfelder destacou necessidade de garantir apoio técnico e financeiro a redes e escolas 

Durante a audiência pública sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio, realizada nesta sexta-feira (11), em Florianópolis (SC), o CENPEC reafirmou a importância do documento na garantia do direito de todos os estudantes em acessar o mesmo conjunto de práticas culturais e conhecimentos. A organização, que há 31 anos atua no fortalecimento de políticas públicas de educação com vistas à redução das desigualdades, destacou, porém, a necessidade de ampliar o apoio técnico e financeiro a redes e escolas para efetivar os novos currículos.

Em sua fala durante a audiência, Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do CENPEC, destacou que não é possível falar sobre a proposta de BNCC do ensino médio sem falar sobre a reforma aprovada em fevereiro deste ano pelo governo federal. Ela considera que a proposta de flexibilização curricular pode ser um caminho para responder à diversidade de demandas das juventudes, mas é preciso estar atento às condições de implementação.

“Embora a reforma do ensino médio e a proposta de Base pressuponha maior autonomia das redes, escolas e professores, é preciso analisar as condições para o exercício dessa autonomia: o contexto local, a compreensão dos professores e as condições técnicas e financeiras das redes e escolas para construírem e efetivarem currículos”, Afirmou.

“Se os sistemas educacionais e ou as escolas não oferecerem um conjunto mínimo de componentes curriculares para cada itinerário formativo, os jovens não terão qualquer oportunidade de usufruir de um currículo democrático, como se pressupõe. Por isso, esperamos atenção especial deste Conselho ao processo de implementação para que a proposta de flexibilização curricular não se traduza, na prática, na desobrigação do Estado com a oferta desta etapa de ensino”, finalizou.

Assista abaixo a íntegra da audiência pública:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

 

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