BNCC: “Qualidade para poucos não é qualidade, é privilégio”

BNCC: “Qualidade para poucos não é qualidade, é privilégio”

“Qualidade para poucos não é qualidade, é privilégio”, afirmou Mônica Gardelli Franco, Superintendente do CENPEC, durante a mesa “Um modelo integrado para a implementação da Base Nacional Comum
Curricular – BNCC”, realizada na sexta-feira (6), em São Paulo, no último dia do X Congresso GIFE. O debate reuniu ainda representantes do movimento Todos pela Educação, do Instituto Unibanco e do Instituto OiFuturo para debater as oportunidades e desafios da implementação da Base para a melhoria da qualidade na educação pública.

Em 2018 e 2019, o Brasil enfrentará o grande desafio de implementar a Base em todas as redes de ensino municipais e estaduais do país. Segundo Mônica, essa é uma oportunidade inédita de colocar a educação no centro da agenda de debates, com toda a comunidade escolar brasileira se debruçando para revisitar seus currículos. Ela destacou, porém, que o país terá grandes desafios para que a Base possa de fato cumprir seu papel de promover equidade na educação básica. O principal deles é a formação de professores. “Somente 74% dos professores têm ensino superior completo, 10,4% só o magistério”, explica.

“Pensando na sociedade civil organizada, para trazer um benefício real à educação, a gente precisa focar nesse público que perdeu uma oportunidade de duas ou três gerações”, defendeu Mônica, referindo-se a quem é ou pode vir a ser a primeira geração de formados em nível superior na própria família.

O vídeo com a íntegra da mesa estará disponível em breve no canal do GIFE no YouTube.

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