Nova Escola: BNCC da expectativa à realidade

Nova Escola: BNCC da expectativa à realidade

A Base Nacional foi aprovada. O desafio, agora, é garantir que ela atinja as escolas. Conheça os riscos, os desafios e as oportunidades da sua implementação. 

NOVA ESCOLA | 14/02/2018

POR RODRIGO RATIER

Se você não passou os últimos anos isolado numa caverna, já deve ter visto algum meme – aquelas imagens engraçadinhas que viralizam – da série “expectativa versus realidade”. Duas fotos lado a lado contrapõem o que se espera e o que se encontra. Um hambúrguer suculento na propaganda versus um sanduíche de pão murcho na lanchonete. Um hotel paradisíaco versus a cama dura da vida real. O colégio futurista do horário eleitoral versus… as escolas públicas com carências tão conhecidas.

Num certo sentido, as leis brasileiras de Educação lembram esse meme popular. São generosas, ambiciosas e modernas. Na prática, raramente cumprem o que prometem. Ganham vida de forma tímida, são descaracterizadas, boicotadas ou ignoradas pelos governos ou pela sociedade. Claro que nem tudo dá errado. Políticas como a lei de cotas, que colaborou para democratizar o Ensino Superior, e o Fundef/Fundeb, que ampliou o orçamento da Educação, são exemplos de sucesso. Mas ainda são exceções. Apesar de nosso avançado conjunto de normas, não conseguimos superar os três principais desafios para levar nossa Educação a mudar de patamar: o acesso, a qualidade e a equidade.

Agora é a vez da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ela foi aprovada em dezembro, mas a hora da verdade é agora, com o desafio de implementá-la e levá-la para o chão da escola. O risco é que a transformação da Base em currículo aumente a desigualdade entre as redes – justamente o efeito contrário ao pretendido. Municípios menores, com pouca estrutura e corpo técnico pequeno, podem ter dificuldade em criar as diretrizes locais. “Elas podem ser levadas a optar por currículos padronizados e sistemas de ensino”, alerta Mônica, do Cenpec.

A reportagem de Nova Escola mostra os principais desafios pelos quais a BNCC já passou e os que ainda terá de superar – ainda este ano – para cumprir seus objetivos. Fora ouvidos uma dezena de especialistas, defensores e críticos da Base, de várias instituições: academia, governos, institutos e fundações. Foram priorizados pesquisas e estudos que pudessem dar pistas concretas sobre as oportunidades e os riscos do processo de implementação da BNCC, que, em 2018, vai pedir a participação de vários atores dos sistemas educacionais: gestores públicos, diretores, coordenadores pedagógicos e professores de todas as escolas.

Confira aqui a íntegra da reportagem no site de Nova Escola.

Compartilhar:

Deixe um comentário

You must be logged in to post a comment.

/* ]]> */