Folha de S.Paulo: Base curricular pode ser revista e colocar em xeque plano de Temer

Folha de S.Paulo: Base curricular pode ser revista e colocar em xeque plano de Temer

FOLHA DE S.PAULO | 09/11/2017

Por Paulo Saldaña

Reivindicações de amplas mudanças na Base Nacional Comum Curricular podem exigir uma extensa revisão no texto atual do documento. Essa possibilidade não estava no plano do MEC (Ministério da Educação).

O CNE (Conselho Nacional de Educação) divulgou na noite de terça-feira (7) uma lista de 234 documentos com críticas e propostas ao texto. A maioria dos textos foi recebida durante as audiências. Também há o registro de 283 manifestações orais.

A base vai prever o que escolas públicas e privadas devem ensinar a cada ano da educação básica (da creche ao ensino médio). A norma vai orientar escolas na elaboração de currículos e a produção de livros didáticos.

Após o MEC apresentar uma primeira versão da base, em setembro de 2015, houve uma consulta pública na internet. O MEC sistematizou as indicações e recebeu críticas de especialistas para construir a segunda e terceira versões. Desta última, foi retirada e adiada a parte do ensino médio. Sob o governo Michel Temer, o MEC tem mantido um discurso de que a análise no âmbito do CNE deve ser limitada, e que cabe ao órgão emitir um parecer e uma resolução para implementação.

Mas os textos recebidos pelo CNE e a análise de alguns conselheiros apontam falhas e lacunas a serem resolvidas. Nas áreas de língua portuguesa, de tecnologia e ciências, por exemplo, residem críticas consideráveis. “O que se vê é que o documento precisa de modificações. Mas na área de alfabetização as críticas são maiores”, diz Antonio Augusto Batista, coordenador de pesquisas do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). A organização é uma das que encaminharam propostas.

Leia aqui a íntegra da reportagem.

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