JH: Especialistas falam sobre proposta de mudanças no ensino médio

Edição do dia 23/09/2016

23/09/2016 13h55 – Atualizado em 23/09/2016 14h08

Medida Provisória foi publicada em edição extra do Diário Oficial. A MP que prevê as mudanças no ensino médio deverá ser votada em até 120 dias.

 


 

No Brasil, a discussão sobre mudanças no ensino médio, está envolvendo vários setores da sociedade e até que a proposta do governo entre em vigor, o que está previsto para o ano que vem, estão mantidas as 13 disciplinas exigidas hoje. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o texto anunciado nesta quinta-feira (22) foi mal interpretado. A Medida Provisória foi publicada nesta sexta-feira (23), numa edição extra do Diário Oficial.

O novo ensino médio ainda está em construção. As primeiras turmas só devem começar em 2018. No texto da Medida Provisória divulgado pelo governo, só três disciplinas aparecem como obrigatórias: matemática, português e inglês.

Quem vai dizer quais serão as outras as disciplinas e os conteúdos obrigatórios, a chamada Base Nacional Comum Curricular, será o Conselho Nacional de Educação. Hoje, por telefone, a secretária-executiva do MEC, Roseli Soares da Silva, garantiu: os conteúdos de arte e educação física não serão eliminados do ensino médio.

 O secretário de Educação Básica reforçou a afirmação. “Sobre artes, educação física, não, não está decretado o fim de nenhum conteúdo de nenhuma disciplina. Artes, educação física, vai estar lá presente. Português, matemática, vai ter física, vai ter química, a base nacional comum será obrigatória a todos”.

Hoje o MEC informou que fará uma maratona de um mês e meio, com seminários em todos os estados, para ouvir as sugestões dos secretários de Educação e dos professores de ensino médio. Eles vão dizer o que, na opinião deles, não pode ficar de fora do conteúdo obrigatório.

Os seminários vão acontecer em outubro e novembro. Depois disso, o MEC vai organizar as sugestões e elaborar a proposta final da base curricular comum, que vai ser submetida ao Conselho Nacional de Educação.   

As disciplinas obrigatórias serão apenas uma parte do ensino médio. A outra parte o estudante vai escolher. Ele poderá focar em uma das quatro áreas de estudo que já fazem parte do Enem: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou então dar ênfase ao ensino profissionalizante. As redes de escolas públicas e privadas poderão decidir quais opções vão oferecer e de que forma.

O governo está autorizando que os cursos sejam divididos em módulos ou créditos. Assim, o aluno pode receber um diploma a cada etapa, e já poderá entrar no mercado de trabalho.

A meta é ampliar o número de escolas com ensino médio em tempo integral. Para isso, o governo anunciou a liberação de R$ 1,5 bilhão. Mas as que ainda funcionam em meio período não serão obrigadas a aumentar a carga horária.

“Não estamos falando agora em transferência de todas as escolas em tempo integral, será uma ampliação gradativa, dependerá estados e municípios”, fala o presidente do Consed, Eduardo Deschamps.

A Medida Provisória que prevê as mudanças no ensino médio deverá ser votada em até 120 dias. Deputados e senadores poderão fazer modificações.

O Jornal Hoje ouviu a opinião de especialistas em educação sobre essas mudanças no ensino médio. Assista no vídeo acima.

 

Veja no portal da Globo Jornal Hoje

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