Educação avança, mas desigualdade persiste

Educação avança, mas desigualdade persiste

60% dos alunos de 16 e 17 anos da rede pública são beneficiários do Bolsa Família

Fonte: Valor Econômico

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, desta terça-feira (02/02), Vanda Riberio, pesquisadora do Cenpec e especialista em estudos sobre a equidade na educação, afirmou que são raras as políticas públicas em educação que atuem na redução da desigualdade de oportunidades. “O mais comum é: você adota uma política, faz um investimento, mas, na sala de aula, as crianças que têm background familiar mais elevado tenderão a se apropriar de forma mais forte disso, e assim se amplia a desigualdade”, diz Vanda. Para ela, um dos poucos exemplos de política pública que reduz a desigualdade é o Bolsa Família. “É um esforço de equidade muito grande, porque entre os beneficiários há muitos da zona rural, entre as pessoas que ganham menos de R$ 70. Efetivamente chega a uma população que têm muita dificuldade de aprendizagem por situação de origem mais complicada”.

No Brasil, alunos socialmente vulneráveis são mais regra que exceção. De acordo com o MDS, 58,1% dos alunos da educação básica na rede pública são beneficiários do Bolsa Família, que atende famílias com renda de até R$ 77 mensais por pessoa ou R$ 154 mensais, se na família houver alguém na faixa de zero a 17 anos (Veja no quadro abaixo o peso do nível socioeconômico em alguns indicadores educacionais).

Valor-Grafico

No ensino médio, no qual a meta do PNE (Plano Nacional de Educação) é fazer com que todos os jovens de 15 a 17 anos estejam na escola até 2024, a taxa líquida de frequência brasileira, que mede o percentual de alunos cursando a série na idade adequada, a frequência escolar era de 47,2% em 2014 entre os 20% mais pobres nessa faixa etária, contra 15,9% em 2001. Entre os 20% mais ricos, o percentual de frequência almejado para 2024 já é realidade: 85% (74,4% em 2001). A pobreza terá que ser considerada nas ações para que tal meta seja alcançada; 60% dos alunos de 16 e 17 anos da rede pública são beneficiários do Bolsa Família.

Veja a íntegra da reportagem do Valor.

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