Ideb: apenas anos iniciais do ensino fundamental atingem meta do governo

Ideb 2013

O ministro Henrique Paim (esq.) e Francisco Soares, presidente do Inep, em entrevista coletiva de divulgação do Ideb 2013

Yara Aquino e Aline Leal – Repórteres da Agência Brasil – 05/09/2014

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013, divulgado no último dia 5 pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que o ensino médio e os anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) não conseguiram atingir a meta prevista de qualidade do ensino.

Nos anos iniciais do ensino fundamental (1° ao 5° ano), o Ideb superou a meta em 0,3 ponto.

Para os anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 5, em 2011, para 5,2, em 2013, atingindo a meta estipulada de 4,9. Para os anos finais desta etapa de ensino, o Ideb passou de 4,1, em 2011, para 4,2, em 2013. Nesse caso, a meta era 4,4. No ensino médio, a meta estabelecida era 3,9 e o Ideb atingido foi 3,7. O ensino médio foi a única das etapas que não teve crescimento no Ideb, quando comparado com a nota anterior, de 2011, que também foi 3,7.

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse considerar que, futuramente, o avanço dos anos iniciais poderá ter impacto positivo nas etapas seguintes de estudo. Ele disse que, além disso, é preciso analisar os elementos que devem ser trabalhados para melhorar os resultados dos anos finais do ensino.

Quanto ao ensino médio, o ministro lembrou que o governo vem discutindo medidas para aprimorar essa fase. “Precisamos trabalhar a questão do currículo, ampliar a flexibilidade do currículo. No ensino médio, temos uma situação em que a maioria dos educadores sabe que é necessário rever essa etapa. Eu diria que o esforço que fizemos em relação ao ensino médio é mais recente do que o que fizemos em relação aos anos iniciais”, ressaltou.

O Ideb avalia a qualidade do ensino do país com base em dados sobre aprovação e desempenho escolar obtidos por meio de avaliações do MEC. Desde a criação do indicador, foram estabelecidas metas que devem ser atingidas a cada dois anos por escolas, prefeituras e governos estaduais.

Estados
Apenas quatro estados atingiram as metas individuais de qualidade do ensino médio, estipuladas para 2013, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado hoje (5), enquanto 13 estados tiveram queda de desempenho em relação à pesquisa de 2011 e os demais melhoraram, mão não o suficiente para alcançar as metas individuais.

O Amazonas, tinha a projeção de desempenho mais baixa, de apenas 3 pontos, e alcançou 3,2; Pernambuco ficou com 3,8 e superou a meta de 3,6; Rio de Janeiro e Goiás ficaram com nota 4, enquanto suas metas eram 3,8.

A exemplo das outras 23 unidades da federação, a nota nacional de 2013 não atingiu a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC) para o ensino médio, que era 3,9 pontos. A média ficou nos mesmos 3,7 de 2011. Para avaliar o desempenho dos estados, o MEC fixa uma meta para cada estado, além de uma nacional, a serem perseguidas.

Nos anos finais do ensino fundamental, que vão do 6º ao 9º ano, Pernambuco, Amazonas, Piauí, Acre, Ceará, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais atingiram a meta para 2013.

Municípios
O novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostra que a rede de escolas públicas do Brasil têm cada vez mais dificuldade de atingir as metas de qualidade educacional determinadas pelo governo. Embora 56% das cidades tenham melhorado a nota do Ideb em relação à edição anterior, 60,4% dos municípios ficaram abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Educação para cada um deles para a rede pública, que inclui as escolas municipais, estaduais e federais.

Segundo levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3.244 dos 5.369 municípios com Ideb e meta calculados para 2013 ficaram aquém do esperado. Na edição de 20.

Com informações da Agência Brasil e G1 / Arte: Guilherme Santos

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1 Comment

  1. Mayara
    Mayara11-15-2015

    c9 muito fe1cil solucionar isso: Quanto a mateme1tica, acaba com os cnoatves da nossa moeda, que normalmente sf3 servem para nos enganar nos postos de combustedveis, e em outros lugares de ofertas , para nos dar a sensae7e3o de que os produtos se3o mais baratos; tambe9m as instituie7f5es financeira que usam esses cnoatves, para nos levar de maneira exponencial, valores que nem nos damos conta, pois quem vai ligar para uma administradora de carte3o de cre9dito, financeira ou banco, para reclamar que faltaram alguns cnoatves em sua conta?. E, quanto ao portugueas, ne3o vejo necessidade do povo entender ou interpretar textos, mesmo porque a ledngua me3e , normalmente e9 violada no escrever e no falar e muito menos levada a se9rio, pelo contre1rio, e9 motivo de piadinhas sobre os nossos companheiros lusos, que a trouxeram para ce1. Acho que o importante mesmo, e9 o povo continuar sabendo ne3o votar e continuar pouco esclarecido, que e9 mais fe1cil de ser manipulado. Sabendo do grau cultural do nosso faltimo presidente e dos diversos parlamentares semi analfabetos, jogadores de futebol, humoristas e outras profissf5es bem sucedidas que geram pessoas ricas e famosas, pergunto ente3o: Qual o incentivo que um estudante tem para se aprimorar em seus conhecimentos, num paeds que valoriza muito mais os espertos e ricos do que os se1bios que muitas vezes se3o de parcos recursos por causa de suas pre1ticas honestas??? hein???? !!!

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